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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

MEC Portaria nº 82 de 04/08/2021 - Critérios do Programa de Inovação Educação Conectada (PIEC), para repasse de recursos financeiros às escolas públicas de educação básica, no ano de 2021.

 


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Publicado em: 06/08/2021 | Edição: 148 | Seção: 1 | Página: 51
Órgão: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica


PORTARIA Nº 82, DE 4 DE AGOSTO DE 2021

Define critérios do Programa de Inovação Educação Conectada (PIEC), para repasse de recursos financeiros às escolas públicas de educação básica, no ano de 2021.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

CENSO ESCOLAR - Pesquisa revela dados sobre tecnologias nas escolas

Levantamento estatístico traz informações sobre a estrutura oferecida aos alunos em período anterior à pandemia. Centro-Oeste é destaque entre as regiões
 

Dados do Censo Escolar 2020, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 29 de janeiro, mostram a situação das escolas da educação básica brasileira no que diz respeito à disponibilidade de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação. A pesquisa tem relevância particular por revelar a infraestrutura disponível a alunos, professores e gestores, em contexto anterior à pandemia de COVID-19.

Acesse todos os resultados do Censo Escolar 2020

Confira a apresentação da primeira etapa do Censo Escolar 2020

Acesse o Press kit Censo Escolar 2020

Confira a transmissão da coletiva de imprensa do Censo Escolar 2020

Saiba mais sobre o Censo Escolar

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

EDUCAÇÃO CONECTADA - MEC investe R$ 7,7 milhões em internet de alta velocidade (100 Gbps) na região Amazônica


A princípio, a iniciativa atenderá aos municípios de Alenquer (PA), Almeirim (PA), Barcelos (AM), Coari (AM), Macapá (AP), Manacapuru (AM), Novo Airão (AM), Santarém (PA), Monte Alegre (PA) e Tefé (AM)


O Ministério da Educação (MEC) vai investir R$ 7,7 milhões em internet de alta velocidade (100 Gbps) para conectar 466 escolas da região Amazônica. A iniciativa é uma das ações do programa Educação Conectada, do MEC. Na primeira fase, serão contemplados os seguintes municípios: Alenquer (PA), Almeirim (PA), Barcelos (AM), Coari (AM), Macapá (AP), Manacapuru (AM), Novo Airão (AM), Santarém (PA), Monte Alegre (PA) e Tefé (AM), beneficiando mais de 260 mil alunos.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Portaria nº 9, de 02/07/2020 - Critérios do Programa de Inovação Educação Conectada - PIEC, para repasse de recursos financeiros em 2020

Publicação do Diário Oficial da União de 06/07/2020 - Edição: 127, Seção 1, Página 22

Diário Oficial da União
Publicado em: 06/07/2020 | Edição: 127 | Seção: 1 | Página: 23
Órgão: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica

PORTARIA Nº 9, DE 2 DE JULHO DE 2020

Define critérios do Programa de Inovação Educação Conectada - PIEC, para repasse de recursos financeiros às escolas públicas de educação básica em 2020.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

MEC estabelece regras para repasse de dinheiro no Educação Conectada

Programa tem eixos que vão além de levar internet para as escolas

A compra de conjuntos de robótica para educação e de equipamentos e recursos tecnológicos de forma geral pelas redes públicas de ensino por meio do programa Educação Conectada tem novas regras. O Ministério da Educação (MEC) publicou duas portarias (aqui e aqui) na edição desta terça-feira, 31 de dezembro, do Diário Oficial da União (DOU) com as normas.

Portaria 34
 
Portaria 35
 

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Educação Conectada - Programa vai levar internet a 6,5 mil escolas rurais até o fim do ano

O programa Educação Conectada, do Ministério da Educação (MEC), vai possibilitar que 6,5 mil escolas rurais passem a utilizar internet banda larga até o fim deste ano. A ideia é que professores apliquem os conteúdos pedagógicos por meio virtual, além dos livros didáticos.

Até o momento, já foram conectadas 4,6 mil instituições de ensino. Cerca de 1,7 milhão de alunos serão beneficiados na área rural. O investimento no ano será de R$ 120 milhões.

terça-feira, 19 de março de 2019

6 dicas para preservar a segurança de crianças e adolescentes na internet

Criar hábitos seguros e identificar situações de risco são ações importantes no meio digital

O advento das redes sociais, a popularização de tecnologias como o smartphone e o tablet e o acesso à internet mudaram profundamente a forma como nos comportamos e nos relacionamos. A segurança desses ambientes digitais é um desafio complexo, em especial para pais e educadores que queiram proteger e garantir a preservação dos jovens no vasto e muitas vezes desconhecido campo da internet.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Com um blog, o aprendizado pode se tornar muito mais dinâmico

Para ficar mais próximo dos alunos, professores podem migrar parte do conteúdo abordado em sala para a internet

Quando o assunto é aprendizado, é quase impossível ficar longe das tecnologias. Hoje em dia, uma infinidade de textos, vídeos, animações e gráficos estão disponíveis gratuitamente na internet. Mas além dos estudantes, muitos professores também podem aproveitar para migrar parte do conteúdo abordado em sala de aula para o universo digital.

sábado, 20 de outubro de 2018

Educação básica - Aplicativo medirá o uso de tecnologia pelas escolas


O Ministério da Educação acaba de lançar um aplicativo para ajudar diretores, professores e alunos a medir o uso da tecnologia em cada uma das 146 mil escolas do país. Trata-se do Educação Conectada, gratuito e disponível a todos no Google Play e Apple Store. O aplicativo identifica, por meio de perguntas simples, o grau de adoção de tecnologia na sala de aula e o quanto ela está contribuindo para a melhoria do processo de ensino.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Política Nacional de Inovação Educação Conectada

A Educação Conectada é o nome do Programa de Inovação proposta pelo Ministério da Educação para acelerar a incorporação de tecnologia e inovação nas escolas públicas brasileiras por meio de uma oferta balanceada de conexão à internet, conteúdos educacionais digitais e formação de professores.

O objetivo do Programa é apoiar a universalização do acesso à internet em alta velocidade e fomentar o uso pedagógico de tecnologias digitais na educação básica, em consonância com a estratégia 7.15 do Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei no 13.005, de 25 de junho de 2014.

Decreto nº 9.2014, de 23/11/2017 - Institui o Programa de Inovação Educação Conectada

DECRETO Nº 9.204, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2017


Institui o Programa de Inovação Educação Conectada e dá outras providências.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Política de Educação Conectada registra mais de 50% de adesão

Menos de 15 dias após o lançamento da Política de Inovação Educação Conectada, programa do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que busca universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas, a formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conteúdos educacionais digitais em sala de aula, mais de 50% dos municípios brasileiros já aderiram à política.

sábado, 25 de novembro de 2017

Política de Educação Conectada levará internet de alta velocidade a escolas públicas até 2024

O presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, lançaram nesta quinta-feira, 23, em cerimônia no Palácio do Planalto, a Política de Inovação Educação Conectada, programa que prevê a maior ação de conectividade na rede de ensino brasileira das últimas duas décadas. A nova política, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), tem o objetivo de universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas, a formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conteúdos educacionais digitais em sala. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Articulação online entre professores

na NOVA ESCOLA:
Nas redes sociais, educadores trocam informações e atuam em conjunto

Bruno Mazzoco (novaescola@atleitor.com.br)

O Brasil é o país do samba, do futebol e... das redes sociais. Dados divulgados no início do ano pela SocialBakers, agência especializada em análise dessas mídias, nos colocam em segundo lugar mundial em usuários do Facebook, com 65 milhões de pessoas, atrás apenas dos Estados Unidos. O tempo gasto pelos brasileiros interagindo virtualmente nessa rede mais que triplicou em 2012, na contramão da ligeira tendência de queda registrada no resto do mundo, de acordo com outra pesquisa, da consultoria comScore.

Vivemos cada vez mais no cenário denominado pelo filósofo francês Pierre Levy de a "quarta revolução da comunicação". Sua característica principal é o acesso praticamente irrestrito à informação. Nesse contexto, um dos papéis essenciais do educador é ajudar os alunos a desenvolver competências que permitam a eles distinguir o que tem qualidade em meio à avalanche de dados. Outra habilidade a ser ensinada é a de como transformar tudo isso em conhecimento construí-do de forma autônoma e colaborativa.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cresce a presença de computadores portáteis nas escolas públicas



Agência FAPESP – Os computadores portáteis estão mais presentes nas escolas públicas brasileiras, mas a velocidade de conexão limita o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) nessas instituições. Setenta e quatro por cento das escolas públicas possuíam computador portátil em 2012, em comparação com os 67% de 2011 e 49% de 2010.

Os dados são da terceira edição da pesquisa TIC Educação, produzida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), por meio de seu Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br).

A pesquisa analisou 856 escolas públicas e privadas do Brasil, selecionadas a partir do Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) 2011. Foram entrevistados 1.592 professores, 8.332 alunos do ensino fundamental e médio, 773 coordenadores pedagógicos e 831 diretores.

Para 79% dos professores e 71% dos coordenadores pedagógicos de escolas públicas, o número insuficiente de computador dificulta ou dificulta muito o uso das TICs para fins pedagógicos.

A pesquisa verificou também que, em média, de cada 21 computadores de mesa nas escolas, apenas 18 estavam funcionando. Em 2012, 99% das escolas públicas possuíam computador, instalados ou não. Dessas, 89% tinham acesso à internet.

O levantamento constatou ainda que 57% das escolas públicas tinham internet sem fio contra 73% das escolas particulares. Para 78% dos diretores, 73% dos professores e 71% dos coordenadores das escolas públicas, a baixa velocidade de conexão dificultava ou dificultava muito o uso das TICs no processo pedagógico.

Metade dos professores que possuíam computador portátil ou tablet levava o equipamento à escola. Além disso, a pesquisa constatou que, diferentemente da população geral, a internet estava praticamente universalizada entre os docentes brasileiros: 95% dos professores de escolas privadas e 92% de docentes de escolas públicas tinham acesso à internet em suas casas.

Os resultados da pesquisa TIC Educação 2012 estão disponíveis em www.cetic.br/educacao/2012.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pesquisa mapeia uso da internet por crianças e adolescentes

Agência FAPESP – O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) lançou o livro TIC Kids Online Brasil 2012, resultado de uma pesquisa que mapeou oportunidades e riscos associados ao uso da internet por crianças e adolescentes brasileiros.

O levantamento de dados foi realizado durante o ano de 2012 com 1.580 entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos e mostra como eles acessam e utilizam a internet e os riscos que enfrentam on-line. Além disso, a pesquisa investiga as experiências, práticas e preocupações dos pais relacionadas ao uso da internet por parte dos seus filhos.

O livro também conta com artigos de especialistas de diversas universidades brasileiras na relação entre crianças e internet, que analisam em detalhes alguns indicadores da pesquisa.

Para marcar o lançamento da publicação, o Cetic.br realizou, no dia 7 de maio, um debate com o tema “Crianças e Adolescentes na internet: Riscos e Oportunidades”. O evento contou com a participação de Ellen J. Helsper, da London School of Economics (Inglaterra), Cristina Ponte, da Universidade Nova de Lisboa (Portugal), e Regina de Assis, consultora em Mídia e Educação no Brasil.

Durante o debate, levantou-se o tema dos riscos aos quais as crianças e adolescentes estão sujeitos com o uso da internet. Sobre essa questão, Ellen Helsper disse entender que “não devemos estimular uma visão amedrontada da rede nem mesmo um encantamento excessivo com esses novos nativos digitais”.

A pesquisadora portuguesa Cristina Ponte também apresentou comparações entre os dados obtidos na Europa e no Brasil. “Brasil e Portugal são semelhantes com relação a pais que saíram cedo da escola e possuem acesso reduzido à educação. Esse quadro é diferente do norte da Europa ou mesmo em países mais próximos de Portugal, como a França”, disse.

Regina de Assis, por sua vez, ressaltou a importância da formação dos professores para educar a nova geração, que já tem a internet envolvida em suas vidas. “As escolas ainda adotam os famosos laboratórios de informática, mas será que essa ideia é boa e isso realmente funciona? Está claro que não. A internet tem que estar dentro da sala de aula. Essa geração sabe muito, mas não sabe tudo”, disse. TIC Kids Online Brasil 2012 está disponível em: www.cetic.br/publicacoes/2012/tic-kids-online-2012.pdf.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tecnologias digitais na escola: driblando inconvenientes

"Uma das principais aprendizagens que o mundo digital potencializa é justamente a de como pesquisar na internet (selecionar, analisar, classificar)", afirma Priscila Gonsales

Fonte: O Estado de S.Paulo (SP)

Com a proximidade do ano letivo, novamente os educadores estarão diante do desafio de incorporar tecnologias digitais em seu cotidiano pedagógico. Seja na tentativa de usar novos dispositivos como tablets, smartphones ou laptops em atividades educativas, seja na integração de mídias digitais e redes sociais no processo de ensino e de aprendizagem de conteúdos curriculares.

Nesse cenário, é bem comum surgirem mais questionamentos sobre os inconvenientes que as tecnologias podem trazer para o contexto pedagógico do que ênfase nos benefícios e potenciais a serem aproveitados. Pensando em como driblar tais inconvenientes, listo abaixo algumas dicas a partir das principais queixas que tenho acompanhado em 12 anos de atuação na área:

Distração e dispersão: estudantes jogam e navegam na web em vez de prestar atenção nas aulas e fazer as atividades sugeridas.

Que tal combinar com a classe 10 minutos de navegação livre antes de iniciar a atividade? Em vez de pensar em “aula”, que carrega uma conotação meramente expositiva, procure planejar atividades ou projetos. Preparar um roteiro em conjunto com os alunos sobre como será realizada a atividade, com os respectivos combinados, e levantando com eles perguntas e dúvidas prévias sobre determinado conteúdo pode ser uma estratégia interessante para envolver a turma desde o princípio, evitando a dispersão. Lance desafios cooperativos, formando equipes para busca de diferentes informações na internet em um determinado intervalo de tempo para que depois possam compartilhar as descobertas.

Informações não confiáveis: há muito conteúdo disponível na web sobre todos os assuntos mas nem todo conteúdo é de qualidade.

Uma das principais aprendizagens que o mundo digital potencializa é justamente a de como pesquisar na internet (selecionar, analisar, classificar). Nesse sentido, não é exagero dizer até que o fato de não ser confiável é uma vantagem, pois cabe a cada pessoa, sozinha ou em grupo, analisar e comparar as fontes e não apenas receber informações prontas tidas como verdade única e absoluta. A inteligência precisa estar no indivíduo diante da máquina e não ao contrário. Ao sugerir uma atividade de pesquisa na internet não é necessário delimitar os sites para consulta, mas sim preparar uma lista de sugestões sobre como analisar cada endereço web encontrado, desde a origem - se é comercial (.com), governamental (.gov) ou de alguma instituição (.org) – até o conteúdo em si, sempre comparando informações para poder encontrar o que se procura. Em alguns casos, a estratégia do “copiar e colar” citando a fonte pode ser indicada para facilitar a análise crítica, pois assim todos poderão salvar em um arquivo separadamente e ler com calma as várias informações selecionadas para depois preparar a sua própria versão a partir do que foi pesquisado.

Aprendizagem superficial: a livre interação dos alunos com conteúdos disponíveis na web ocasiona apreensão de conteúdos de forma simplista e pouco aprofundada, tornando os alunos resistentes a empenhar o tempo necessário para consolidar as aprendizagens.

Há um pouco de mito nessa afirmação, pois a superficialidade da aprendizagem não pode estar ligada ao meio em si, uma vez que uma simples leitura de um tópico no livro didático com definições prontas sobre um dado assunto pode levar ao mesmo resultado. Nesse caso, o segredo está no desafio que será lançado pelo educador. O ideal é que o educador planeje, ou seja, que defina com antecedência os objetivos da aula ou do projeto a ser desenvolvido. É importante que o educador estimule os estudantes não apenas a buscarem respostas, mas sim a formularem suas próprias perguntas a partir de algumas hipóteses que podem ser levantadas em conjunto com a turma. Para refletir sobre a importância da dedicação aos estudos, o educador pode criar um gincana que evidencie o tempo necessário para o estudo de um conteúdo ou mesmo relatar o tempo de dedicação de autores e profissionais famosos em torno de seu ofício. Na obra Minha Vida Entre Livros, o bibliófilo José Mindlin conta algumas histórias de escritores famosos, como Guimarães Rosa e seus vários rascunhos, em uma persistente busca pelo melhor texto até chegar ao livro de fato.

Copiar e colar: a internet estaria incentivando os alunos a copiar fotos, textos, músicas, ilustrações e outros arquivos de sites para fazer um trabalho escolar e além disso, tal atitude pode estar violando a lei de direitos autorais.

Muitos já devem ter ouvido a resposta padrão para esse inconveniente: “Quando não tinha internet a gente copiava da enciclopédia”. De fato. O que faz diferença nesse caso e evita o simples recorte e cola de informação é quão desafiadora a atividade proposta é, ou seja, qual foi o roteiro sugerido pelo educador e qual o objetivo da pesquisa. Além disso, há outro ponto fundamental nessa queixa relacionada a uma ação ilegal de apropriação de obra protegida pela lei brasileira de direitos autorais. Antes de utilizar qualquer arquivo disponível online, ainda que gratuito, é fundamental consultar os “termos de uso” do site e verificar se o material foi licenciado de maneira aberta, isto é, se o autor permite que sua obra seja copiada, remixada ou usada para fins comerciais. No site do Projeto Recursos Educacionais Abertos Brasil há uma lista de repositórios online para encontrar recursos licenciados abertamente (http://rea.net.br/site/rea-no-brasil-e-no-mundo/rea-no-brasil/).

Ansiedade, vícios e isolamento: a interação constante dos estudantes com as telas digitais estaria provocando maus hábitos e problemas de comportamento e de saúde.

Como em tudo na vida, é sempre importante buscar o equilíbrio e, nesse sentido, os pais devem ser envolvidos nas conversas e debates, evidenciando a importância de incentivar também atividades “offline” como esportes e passeios. Vale a pena debater com alunos e pais casos reais que evidenciam sintomas como esses. Podem ser criadas campanhas na escola lideradas pelos próprios alunos para “prevenir” tais comportamentos. Existem materiais disponíveis na internet para usar como apoio: www.safernet.org.br; http://www.childhood.org.br/programas/navegar-com-seguranca; http://cartilha.cert.br/uso-seguro/; www.fundacaotelefonica.org.br/Uploads/book_telefonica_2_final.pdf.

Exposição da vida privada: redes sociais como Facebook, Foursquare, Instagram, entre outras, funcionam muitas vezes como uma agenda pública do cotidiano das pessoas, incluindo informações pessoais e fotografias.

Trata-se de um tema central que precisa ser debatido com os alunos, como por exemplo, o que pode ser público e o que deve ser privado na vida de cada indivíduo. Da mesma forma, postar fotos de amigos sem permissão também não é uma atitude responsável. Não adianta proibir na escola, pois os estudantes acessam em casa, na casa de amigos ou em centros públicos. Que tal criar um perfil ou um grupo tipo “fan page” nessas redes sobre algum tema do conteúdo estudado? Trata-se de uma forma de mostrar aos estudantes que é possível planejar outros usos além do compartilhamento de informações pessoais. Além disso, todos poderão vivenciar e debater na prática o que se deve ou não postar e para que público. Hoje em dia as redes permitem configurar permissões de visualização de forma que algumas postagens só possam ser vistas por quem realmente a pessoa conhecer ou familiares diretos. Anote na agenda a campanha pela Internet Segura que começa nesta terça-feira, 5 de fevereiro: http://www.diadainternetsegura.org.br/site/sid2012;

Tensão e estresse: pouca familiaridade com recursos da tecnologia digital constantemente lançados no mercado tem gerado desconforto entre educadores

Não é preciso estar em dia com todo e qualquer lançamento do mundo digital para ser um educador na cultura digital. O dispositivo em si não traz nenhuma melhoria ou inovação e nem o uso que se faz dele, muitas vezes uma mera reprodução de métodos ultrapassados. Em vez de querer utilizar a tecnologia na educação, procure refletir sobre como aproximar a educação da cultura digital. Ou seja, cada vez mais as pessoas estão mudando seus modos de ser e estar no mundo. Com a internet, distâncias geográficas são diminuídas, tornando possível, por exemplo, criar atividades colaborativas a distância. Reúna os professores da sua própria escola ou comunidade para discutir e trocar experiências sobre possibilidades e metodologias pedagógicas. Não existe uma receita pronta para usar, o importante é ousar e experimentar. Participe de grupos e fóruns online para trocar de experiências com outros educadores:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/interacao.html.

Problemas técnicos e de software: quem nunca vivenciou a situação de travamento de software, de pane no áudio, arquivo que não abre, de falta de conexão? São inúmeros os problemas técnicos de manutenção dos computadores.

O famoso “plano B” deve sempre ser considerado, ou seja, se possível grave arquivos que iria usar ou tenha uma atividade offline substitutiva. A maioria das propostas podem ser realizadas sem o uso do computador em uma eventualidade, portanto não é motivo de pânico. Dar preferência a softwares livres – programas de computador que podem ser utilizados, copiados, modificados e redistribuídos sem restrições – é uma questão importante em relação ao acesso à educação como um direito. Além disso, evita a perda de arquivos salvos em versões antigas de softwares proprietários, pois não podem mais ser abertos nas versões mais atualizadas. O Libre Office, por exemplo, é um pacote de aplicativos em formato aberto (documento de texto, planilha, apresentação, etc), facilmente baixado e instalado em qualquer sistema operacional e que pode abrir qualquer outro arquivo proprietário semelhante.

Celulares e tocadores de áudio: pensei nesse último tópico sobre os dois dispositivos, por ser um assunto polêmico e alguns Estados, como São Paulo, têm até uma lei que proíbe o uso em escolas.

Não será vetando o uso desse ou daquele aparelho que se vai “garantir” a atenção do aluno em aula. Conquistar e manter a atenção do aluno foi, é e sempre será o grande desafio de todo educador. Também não será a mera proibição que evitará que fotos e vídeos desrespeitosos sejam postados na internet. Hoje os celulares estão aí, mas no passado eram bilhetes, figurinhas e vários outros elementos “dispersivos”. Segundo pesquisa TIC Criança de 2010, 59% das crianças de 5 a 9 anos já tem seu número de celular. Portanto, considero importante considerar celulares e tocadores de áudio para problematizar os usos possíveis na escola e estabelecer combinados e linhas de conduta. Quanto mais explícita e menos velada for a abordagem do tema, maior probabilidade de que o uso seja de fato responsável. Os tocadores de áudio mais modernos podem ser usados na escola na função agenda e os celulares na captação de imagens e vídeos para compor atividades educativas propostas. Veja mais orientações sobre uso responsável do celular e de outras telas digitais no infográfico: www.educadigital.org.br/telasdigitais.

* PRISCILA GONSALES: Jornalista e educadora, máster em Educação, Família e Tecnologia pela Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha). Cofundadora do Instituto Educadigital, atua na área de educação e tecnologia desde 2001. Como pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), coordenou durante 6 anos o Programa EducaRede Brasil, uma iniciativa da Fundação Telefônica focada em projetos de formação de educadores para a integração da internet na educação. Em 2011, foi jurada da categoria Midia Digital do Prêmio Prix Jeunesse Iberoamericano (Produções Audiovisuais para Crianças e Adolescentes). Em 2012, integrou a delegação brasileira no Congresso Internacional de Recursos Educacionais Abertos da Unesco, em Paris. É uma das autoras do livro Recursos Educacionais Abertos: Práticas Colaborativas e Políticas Públicas (http://www.artigos.livrorea.net.br/2012/05/aberturas-e-rupturas-na-formacao-de-professores/).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MEC estuda plano de filmar aulas de universidades e publicá-las na internet

Lucas Nanini 
Do G1, em Brasília

Aloizio Mercadante participou de palestra com Salman Khan nesta quarta.
Professores de SP usam vídeos da Khan Academy para ensinar alunos.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (16) que o MEC deve implantar até o final deste ano um plano para publicar na internet o conteúdo oferecido nas salas de aula das universidades brasileiras. O anúncio foi feito durante palestra do educador norte-americano Salman Khan no auditório do Ministério da Educação nesta quarta, em Brasília.

Segundo o ministro, a medida ainda está em fase de estudos. As aulas seriam filmadas e o conteúdo seria publicado na internet sem custo para a universidade. A adesão por parte das instituições seria voluntária.

“Isso vai abrir um espaço novo para produzir conteúdo multimídia, que vai estimular as novas gerações a se conectar e a se comunicar. Os resultados mostram que a educação digital melhora o desempenho do aluno. A expectativa é que o aluno possa assistir a aulas de todas as universidades a qualquer hora e em qualquer lugar”, afirmou o ministro.

A visita de Salman Khan, que é formado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT, na sigla em inglês) e pela Universidade Harvard, ao Brasil inclui, além da palestra no MEC, um encontro com a presidente Dilma Rousseff na tarde desta quarta. Na manhã da quinta-feira (17), ele participa de um evento em São Paulo com parceiros da Fundação Lemann.

Aula pela internet

Mercadante também anunciou que vai adotar os vídeos da Khan Academy, fundada pelo educador americano Salman Khan, nos tablets que devem ser distribuídos pelo MEC aos professores da rede pública a partir do primeiro semestre deste ano. Os professores vão trabalhar o conteúdo produzido pela instituição nas aulas complementares, segundo o ministro.

Em São Paulo, alunos do quarto e quinto anos do ensino fundamental de 200 escolas públicas do estado terão acesso às aulas de matemática produzidas pela equipe de Khan a partir deste ano letivo. O programa é implementado pela Fundação Lemann e teve início no segundo semestre de 2012, com um projeto-piloto em 45 escolas municipais da capital.

A fundação, em parceria com o Instituto Natura e o Instituto Península, é responsável pela versão em português dos vídeos da Khan Academy. A instituição já produziu 3,8 mil aulas de diversas disciplinas, como matemática, química, física, biologia. Khan afirmou, durante a palestra desta quarta, que as aulas são acessadas mensalmente por mais de 6 milhões de pessoas. Em português, já são mais de 400 vídeos e mais de 1,6 milhão de visualizações.

Segundo o diretor-executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, a avaliação inicial do projeto mostra que os alunos têm mais interesse pelas aulas com a utilização da metodologia criada por Khan. “O entusiasmo do aluno é maior, o nível de uso da internet aumenta e o número de faltas diminui.”

Tecnologia e educação


Em sua palestra, Khan afirmou que o uso da tecnologia na educação permite individualizar o ensino. Com isso, as chances de aprender são maiores e os próprios alunos podem ajudar a compreender as lições.

"Muitos acreditam que a tecnologia vai fazer uma coisa desumana, mas a tecnologia faz com que a sala de aula se torne mais humana, há mais interação entre os alunos e os professores, entre os alunos e outros alunos. Disponibilizar a aula em vídeo faz com que o aluno que não entendeu uma lição possa parar, ouvir de novo, de uma forma que não haja estresse, sem ser questionado por que não entende, sem constrangimentos”, disse.

Na opinião de Khan, o sistema de ensino adotado pelas escolas é do século 17. Por esse modelo, o aluno é muito passivo. “Todos seguem no mesmo passo, determinado pelo professor. Se você deixa o aluno seguir o próprio passo, ele aprecia de forma melhor e aprende mais”, afirmou o educador.

Para ele, permitir ao aluno acessar o conteúdo das aulas pela internet torna mais democrático o acesso à educação. "Um problema do ensino sempre foram os custos. Você pensa em um modelo para melhorar o desempenho dos estudantes e pensa: 'é caro'. Com esse novo modelo, não. O que o rico tem acesso o pobre também tem acesso. É o direito humano de ter acesso à educação”, diz.

Apesar de defender o uso da metodologia como ferramenta para ensinar, o educador diz que todos os meios que auxiliam o aluno a reter a informação e obter o conhecimento são importantes. “O giz, o papel, o tablet, a internet, tudo pode tornar o ensino mais humano e melhorar o potencial dos alunos.”

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ferramentas virtuais para planejar a rotina

da NOVA ESCOLA
Recursos online e softwares gratuitos ajudam na organização da rotina

Daniele Pechi (daniele.paula@fvc.org.br)

A tecnologia disponível na internet está cada vez mais sofisticada e atualizada, procurando dar agilidade ao diretor na delegação e no controle das tarefas burocráticas. "Ter vários recursos para facilitar a organização do dia a dia é um privilégio para quem é gestor hoje", afirma Mary Grace, diretora pedagógica do Instituto Paramitas, organização social que atua na formação de educadores e no desenvolvimento de projetos de inovação educativa, em São Paulo.

Muitos programas e ferramentas gratuitos permitem desenhar e atualizar um quadro geral da escola em diversos aspectos: com relação às informações dos alunos, ao uso de materiais, à documentação e à formação. A ideia é possibilitar a diretores e coordenadores pedagógicos desenvolver, junto com a equipe, um planejamento estratégico mais eficaz.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Salman Khan conta suas descobertas sobre o aprendizado

DA VEJA

Nathália Butti
 
Preservando o estilo coloquial, livro do matemático americano que usa a tecnologia para romper o marasmo na escola chega ao Brasil em janeiro

O matemático americano Salman Khan, ou Sal, tornou-se o mais bem-sucedido professor de todos os tempos sem nenhuma base teórica na área da pedagogia nem trânsito no mundo dos especialistas em educação. Aos 36 anos, ele nunca chegou a demonstrar ambição de se converter em um grande pensador da sala de aula, mas vem se firmando como alguém com um olhar muito pragmático e ácido sobre a escola. Sal não muda o tom em seu recém-lançado The One World Schoolhouse: Education Reimagined, best-seller nos Estados Unidos, com chegada ao Brasil prevista para janeiro com o título Um Mundo, uma Escola (Editora Intrínseca; 272 páginas; 29,90 reais). Preservando o estilo coloquial e ao mesmo tempo assertivo de suas aulas - já vistas 200 milhões de vezes na rede -, ele expõe pela primeira vez de forma mais organizada suas descobertas sobre o aprendizado. Incentivado pelos colegas do Vale do Silício, onde fincou sua Khan Academy, até arrefeceu um pouco o ritmo frenético com que produz conteúdo em quarenta áreas do conhecimento - algo que parecia impossível para quem o conhece bem - para concluir o texto sobre o qual se debruçou por dois anos. “Não tenho a pretensão dos grandes teóricos, mas uma experiência concreta que sinaliza para uma escola menos chata”, resume a VEJA o entusiasmado Sal.

O mérito número 1 desse jovem matemático que coleciona ainda graduações em ciências da computação e engenharia elétrica e uma passagem pelo mercado financeiro é mostrar que a transformação da escola - ainda baseada no velho modelo prussiano do século XVIII - não requer nada de muito mirabolante nem tão dispendioso. Sal é, acima de tudo, um defensor do bom-senso. Ele infdaga: “Se todas as pesquisas da neurociência já provaram que as pessoas perdem a concentração em longas palestras, por que a aula-padrão é expositiva e leva uma hora?”. Suas lições virtuais não passam de vinte minutos. Sal se declara ainda contra a falta de ambição acadêmica, uma das raízes do fracasso escolar. “O aprendizado de hoje é como um queijo suíço, cheio de buracos, e isso é estranhamente tolerado. Os alunos mudam de capítulo sem ter assimilado o anterior”, dispara com o mesmo ímpeto com que combate a monotonia na sala de aula. “Enquanto o mundo requer gente criativa e com alta capacidade inovadora, o modelo vigente reforça a passividade”, diz.

Uma de suas grandes contribuições é mostrar como a tecnologia pode revirar velhas convicções sobre a escola, área em que ainda paira uma zona de sombra - inclusive no Brasil. As iniciativas nesse campo costumam se limitar a prover acesso a computadores e tablets sem que se faça nada de verdadeiramente útil, muito menos revolucionário, com eles. Sal aponta dois caminhos. O primeiro requer bons professores para lançar na rede conteúdo do mais alto nível para ser visto de qualquer lugar e no ritmo de cada um. De tão simples parece banal, mas ele reforça que pode estar justamente aí a chave para um novo tipo de escola. “A criança assiste em casa à melhor aula possível, e o tempo na escola passa a ser usado de forma muito mais produtiva, para dúvidas e projetos intelectualmente desafiantes”, explica. O outro caminho descortinado por ele passa pela possibilidade que o computador traz de monitorar o desempenho dos alunos em tempo real - algo que, se bem aplicado, pode se converter em uma ferramenta valiosa. O próprio Sal desenvolveu um programa que permite ao professor visualizar o desempenho do aluno no instante exato em que ele resolve os desafios propostos no site da Khan Academy. Assim que a dúvida aparece, e antes que as lacunas se cristalizem, o mestre entra em ação. Os bons resultados de escolas que começam a adotar o sistema são um sinal de que Sal envereda por uma trilha acertada.

Um capítulo do livro é dedicado à sua própria trajetória e ajuda a desvendar o que o fez percorrer o improvável caminho da docência. Sal conta que achava “entediantes” as aulas na escola e, depois, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Começou aí a imaginar maneiras de tornar o aprendizado mais atraente. Suas aulas fizeram sucesso primeiro no círculo familiar, mas, ao colocá-las gratuitamente na rede, em 2004, logo conquistou milhares de pessoas, atraídas pela mescla de espontaneidade, entusiasmo e excelência. Fã incondicional da Khan Academy, o fundador da Microsoft, Bill Gates, foi quem deu à mãe de Sal alento em relação aos novos rumos profissionais do filho. “O dia em que apareci naFortune como o professor preferido de Gates foi o primeiro em que minha mãe não fez cara feia por eu não ter cursado medicina”, lembra um bem-humorado Sal. Defensor do básico - o bom conteúdo bem dado -, ele tem uma utopia de escola em que a curiosidade e a iniciativa sejam instigadas em grau máximo. De tão acelerado, faz reuniões de trabalho enquanto se exercita e costuma pular refeições - ritmo que contrasta com o do muito mais lento mundo da educação no qual ingressou. “É preciso romper de uma vez por todas com a inércia”, conclui.

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