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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

MEC orienta redes de ensino sobre uso de verba federal de R$ 3,5 bilhões destinada à contratação de conectividade

Acesso aos recursos dependerá da apresentação de um plano de ação até a próxima sexta-feira, 18 de fevereiro

O Ministério da Educação (MEC), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) elaboraram um referencial técnico, com práticas e reflexões, para apoiar as secretariais estaduais na construção de seus planejamentos de aquisição e gestão de soluções de conectividade. A publicação orienta as redes de ensino sobre como utilizar a verba federal de R$ 3,5 bilhões destinada à contratação de conectividade para escolas, estudantes e docentes.

O material está disponível gratuitamente para download, por meio do link: https://cieb.net.br/wp-content/uploads/2022/02/Conectividade.pdf e será compartilhado diretamente com secretários e secretarias de todas as unidades da federação.



quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ambiente virtual: parceria da UFLA com a prefeitura de Lavras levará conteúdo didático a 11 mil alunos

Uma parceria entre o poder executivo municipal e a Universidade Federal de Lavras (UFLA) disponibilizará acesso virtual a conteúdos didáticos para todos os alunos da rede municipal de ensino. O projeto Educação Conectada, desenvolvido por professores do Departamento de Ciência da Computação da (DCC), garantirá suporte tecnológico à ampliação das fontes de conhecimento e de informações dos estudantes. A previsão é de que a implantação do projeto tenha início no segundo semestre de 2014 e seja concluída em 2015.

A participação dos profissionais da UFLA garantiu a estruturação do ambiente virtual que será encontrado nos tablets de cada um dos 11 mil alunos beneficiados (além de professores e outros membros da coordenação das escolas). A configuração dos dispositivos portáteis, assim como a disponibilização do material didático básico (oferecido pelo Portal da Educação e outras fontes oficiais) também é tarefa da UFLA na parceria.

Além disso, professores, supervisores e diretores das escolas receberão capacitação para operar no ambiente virtual, tendo como instrutores os colaboradores da Universidade. O objetivo é garantir que fiquem aptos a abastecer a nova ferramenta com conteúdos mais específicos. A rede de fibras óticas, que interligará as escolas, estará conectada a um servidor instalado na UFLA, onde ficará armazenado todo o material da grade curricular de cada série da educação básica.

De acordo com informações da prefeitura, Lavras é a primeira cidade do país a possuir um projeto como este, atendendo a 100% dos estudantes da rede municipal de ensino. A coordenadora do projeto na UFLA, professora Ana Paula Melchiori, explica que a parceria com as escolas públicas é antiga. “Algumas ações que já vinham sendo realizadas foram agrupadas neste projeto, que era um sonho institucional nosso e uma demanda do município”, diz.

Para o reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo, esta é mais uma ação em que a UFLA dá sua contribuição à coletividade, gerando benefícios para a comunidade de Lavras. A apresentação oficial do projeto está prevista para o dia 29 de abril, na Prefeitura.
 
Fonte: UFLA

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Google Play for Education

Do Google in Education:
Designed for learning,
Made for the classroom

Every day, educators help students find their passions and develop their potential. Tablets with Google Play for Education give teachers access to approved tools and content that help them meet the individual needs of today's students. With simple set up and instant app-deployment, a world of resources is at your fingertips. 
 
Google Play for Education
 
Discover, purchase, and share educational apps, books, and videos easily with Google Play for Education - a new online destination just for schools.
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sábado, 14 de setembro de 2013

Ministério receberá propostas de aplicativos para tablets


O Ministério da Educação abriu inscrições até 21 de setembro para o recebimento de propostas de aplicativos educativos para tablets, que tenham por objetivo enriquecer o currículo dos alunos, bem como contribuir para a formação continuada dos professores.

De acordo com o edital publicado no Diário Oficial da União, o aplicativo deve ser totalmente gratuito para o usuário, funcionar no sistema operacional Android 4.0 e ficar hospedado na loja virtual Google Play. Os aplicativos inscritos devem estar redigidos em língua portuguesa, ou traduzidos para o português do Brasil. Também serão aceitos aplicativos educativos nos idiomas inglês e espanhol, desde que sejam aplicativos de cursos dos respectivos idiomas.

Os aplicativos podem ser desenvolvidos para quatro áreas diferentes. A primeira delas é de enriquecimento curricular, voltada para as diferentes etapas da educação básica. Há também duas áreas voltadas para a capacitação dos professores e por fim, uma área para desenvolver aplicativos acessíveis para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades-superdotação.

Em 23 de setembro, haverá a instalação de um comitê técnico, que avaliará as propostas inscritas. A homologação dos resultados será publicado no DOU em 22 de novembro. O prazo para recursos vai de 25 de novembro a 2 de dezembro. Os resultados finais sairão em 10 de dezembro.

Experiência – O professor Rony Claudio de Oliveira Freitas, do Instituto Federal do Espírito Santo, desenvolveu um aplicativo de matemática baseado no Material Dourado, criado pela educadora italiana Maria Montessori, utilizado para ensinar conceitos de número e operações aritméticas nas séries iniciais do Ensino Fundamental.

Segundo ele, a intenção é transformar o processo de aprendizagem de matemática em algo interativo e lúdico. Rony explica que o professor pode utilizar o aplicativo como forma complementar ao que já realiza em sala de aula com os materiais tradicionais. Ele pretende também criar um software para que o professor possa acompanhar o desenvolvimento da atividade nesse aplicativo, fornecendo dados sobre o desempenho dos alunos, o tempo gasto, e a trajetória de resolução.

A criação do aplicativo é fruto da continuação da pesquisa de mestrado do professor Rony, intitulada Um Ambiente para Operações Virtuais com o Material Dourado. A pesquisa de mestrado resultou em um software. Em 2012, o docente participou de um edital de incentivo a projetos de pesquisa do campus Vitória do Instituto Federal do Espírito Santo, em que foi contemplado e recebeu apoio financeiro para o projeto Um aplicativo para Android como potencializador da aprendizagem de conceitos de número e operações aritméticas. A parte técnica do aplicativo foi desenvolvida por José Alexandre Macedo, estudante do mestrado em Informática da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O aplicativo é gratuito e pode ser baixado no Google Play.
 
do MEC
Assessoria de Comunicação Social, com informações da assessoria de comunicação social do Instituto Federal do Espírito Santo

Confira o edital na íntegra

Palavras-chave: educação básica, tecnologia, inovação, tablets

terça-feira, 30 de julho de 2013

Distrito escolar nos EUA troca livros e cadernos por laptops a 24 mil alunos

Matéria do G1:
'Conversão digital' foi feita nas 42 escolas de Huntsville, no Alabama.
Segundo o distrito, proficiência em matemática subiu de 48% para 78%.

Ana Carolina Moreno 
Do G1, em São Paulo

Um distrito escolar nos Estados Unidos decidiu mergulhar de cabeça na "conversão digital" há um ano e, hoje, colhe frutos como o aumento da proficiência dos alunos e a redução dos casos de indisciplina. No início do ano letivo de 2012-2013, o distrito de escolas de Huntsville, no Alabama, aboliu os livros didáticos e os cadernos em 100% de suas 42 escolas, que têm 24 mil alunos. Eles foram trocamos por laptops para todos os alunos e professores, que podem levar o equipamento para casa. Os computadores foram equipados com um currículo digital que inclui, além de livros eletrônicos, conteúdo interativo e multimídia.

No caso das crianças da pré-escola ao segundo ano, tablets com aplicativos educacionais são guardados nas salas de aula e usados de acordo com a atividade preparada pelo professor. Para garantir a conectividade, o distrito instalou wifi nas escolas e nos ônibus escolares. Além disso, a maioria das salas de aula foram equipadas com lousas inteligentes.
Leia a íntegra



domingo, 3 de março de 2013

Aplicativos viram brinquedo nas mãos das crianças

Matéria da VEJA:
Pais utilizam recurso para entreter e até mesmo ensinar seus filhos
Renata Honorato

As crianças adotaram os aplicativos para smartphones e tablets e os números ilustram essa adesão em massa. Segundo o estudo Downloading Apps for Children, desenvolvido em 2012 pela Pew Internet, um projeto do Centro de Pesquisas Pew, 34% dos pais que utilizam dispositivos móveis baixam aplicativos infantis para seus filhos. Isso explica, em parte, porque nos Estados Unidos a Apple, fabricante do iPhone e iPad, terá que pagar 100 milhões de dólares em indenização para pais da Califórnia. A razão: as crianças, sempre à frente de seu tempo, aproveitaram falhas para comprar itens dentro dos apps sem o consentimento da família.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Alunos do ITA criam aplicativos para ajudar crianças que sofrem de dislexia

Ana Carolina Moreno 
Do G1, em São Paulo

Falta de opções em português motivou desafio com alunos de computação.
Jogos educativos ajudam disléxicos a superar obstáculos de aprendizagem.

Um grupo de estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) participou de um desafio para criar os primeiros aplicativos em língua portuguesa para crianças e jovens com dislexia. Entre abril e setembro deste ano, eles desenvolveram três jogos educativos para smartphones e tablets destinados a ajudar quem tem dificuldade de relacionar o reconhecimento e interpretação dos sons às palavras e sílabas, ordenar e escrever corretamente as letras, além de memorizar sons e sílabas e estimular a coordenação motora. Os jogos são gratuitos e funcionam em aparelhos com sistema operacional Android.

O desafio foi idealizado pelo Instituto ABCD, organização não-governamental que mantém programas para pessoas com dislexia e outros transtornos de aprendizagem, como a discalculia (dificuldade em reconhecer e lidar com as diferentes formas de representação numérica). A premiação dos grupos participantes foi feita na quarta-feira (10), em São Paulo, como parte das atividades da Semana de Dislexia, realizada entre os dias 8 e 14 de outubro.

De acordo com a diretora-presidente do instituto, Mônica Cristina Andrade Weinstein, o desafio "surgiu da constatação de que existem pouquíssimos recursos de tecnologia em língua portuguesa para quem tem dislexia".

Ela afirmou que, em vez de contratar uma empresa para desenvolver aplicativos, o instituto preferiu envolver estudantes para "levar a questão da dislexia para outras áreas", e também porque são os alunos de computação de hoje que poderão desenvolver novas tecnologias para uso social no futuro.

Na primeira edição do desafio, a única instituição participante foi o ITA, por meio do ITAbits, grupo criado para incentivar a participação dos alunos em competições desse tipo. O sucesso da iniciativa fez com que o Instituto ABCD já começasse a planejar uma segunda edição, aberta a outras instituições.

"Os alunos são super jovens e brilhantes, são alunos com muita facilidade na aprendizagem que aceitaram ajudar alunos com dificuldade de aprendizagem", afirmou Mônica. Todos os nove estudantes que apresentaram aplicativos atualmente cursam o segundo ano de engenharia da computação no ITA.

Eric Gomes Muxagata Conrado, de 19 anos, faz parte do trio que venceu o desafio, junto com os colegas Marcio Araujo de Paiva Filho e Victor Gonçalves Elias. Como prêmio, os três ganharam uma viagem aos Estados Unidos para conhecer o Massachussetts Institute of Techonology (MIT) e iniciativas que estimulam a criação de programas de computador com alguma ênfase social.

Ele afirmou que esse é o seu primeiro grande desafio e que a ideia de elaborar um projeto destinado a pessoas com dificuldade de aprendizagem mudou sua visão sobre a carreira que escolheu. "Não tinha muito interesse nisso antes de estudar e ver o quanto é fácil usar os conhecimentos que a gente adquire na faculdade para ajudar as pessoas", explicou.

Diversão e aprendizado

O aplicativo vencedor, Aramumo, traz um jogo de palavras-cruzadas, porém usando sílabas. Desenvolvido em dois meses, ele tem atualmente cinco níveis de dificuldade, mas Eric garante que o grupo vai continuar trabalhando para ampliá-lo. "O aplicativo fala a palavra e o usuário tenta montar a palavra com as sílabas. A pontuação é feita de acordo com o tempo que o jogador leva para acertar todas as palavras", diz.

Os outros dois aplicativos ficaram empatados em segundo lugar, e seus criadores receberam, como prêmio, a participação no Fórum Mundial de Empreendedorismo Social, no Rio de Janeiro. Arqueiro Defensor é o nome de um deles. Criado por Camila Matias Morais e Samuel Flavio Barroso Sousa, com a participação de Victor Gonçalves Elias, o jogo segue o estilo do aplicativo Angry Birds: o usuário deve usar a tela sensível a toque para atirar flechas e, ao acertar pássaros, uma palavra é ouvida e deve ser digitada.

"A gente queria algo que focasse o aluno, para que ele continuasse insistindo. Como o público tem dificuldade de aprendizagem, quisemos mexer com todos os sentidos dele", disse Camila, de 21 anos. "A ideia era unir uma coisa divertida ao aprendizado, e que o jogador não ficasse desmotivado", contou Samuel, de 20 anos. Segundo Camila, o jogo já está disponível para aplicativos Android de forma gratuita e pode ser usado por falantes de língua portuguesa de todas as partes do mundo.

Marcelo Florêncio Sobral, de 23 anos, desenvolveu o aplicativo Mimosa e o Reino das Cores com Gabriel Mendes Oliveira Lima e Rodrigo Rolim Ferreira. Ele conta que, no início do jogo, o vilão da história rouba as cores do mundo, e cabe ao jogador devolver as cores.

"Mas, para isso, ele precisa nomear cada objeto do cenário", explicou.

Colher, faca, guardanapo, limonada são algumas das palavras que o usuário deve escrever. Cada desafio tem uma abordagem, desde a escolha entre três opções até o preenchimento da letra que falta para completar o nome. O próximo passo do grupo é colocar o aplicativo no ar, na loja da Android, para smartphones e tablets.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mobile Devices for Learning: What You Need to Know

Edutopia:
Getting kids engaged with learning, focused on working smarter, and ready for the future.

This guide can help you better understand how mobile gadgets -- cell phones, tablets, and smartphones -- can engage students and change their learning environment.

Veja a íntegra

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Em PE, alunos do ensino médio da rede estadual vão receber tablets

G1

Equipamentos serão distribuídos para os estudantes do 2º e 3º ano.
Entre as novidades anunciadas, mais 44 novas escolas de referência.

Katherine Coutinho 
Do G1 PE

A Secretaria Estadual de Educação anunciou as novidades do ano letivo 2012 nesta quinta-feira (2), em coletiva na sede da entidade na Várzea, Zona Oeste do Recife. As aulas da rede estadual, que conta com cerca de 900 mil estudantes e 1.101 escolas, começam nesta sexta-feira (3).

Uma das inovações anunciadas para este ano é que todos os alunos do 2º e 3º ano do ensino médio da rede estadual irão receber tablets. "A partir de abril os estudantes devem começar a receber, sendo primeiro os do 3º ano. Como os equipamentos vêm em lotes, acredito que até julho todos os alunos já devem ter recebido", afirma o secretário estadual de Educação, Anderson Gomes.

Além de serem uma ferramenta para auxiliar na formação dos alunos, os tablets servem como forma de incentivo, acredita o secretário. "Nós temos um indíce muito grande de evasão no 1º ano do ensino médio. Esses tablets funcionam também como uma forma desses estudantes se esforçarem para chegar no ano seguinte e ganhar o equipamento. Aqueles que forem aprovados e se formarem no 3º ano vão poder ficar com os tablets", afirma Gomes. Cerca de 170 mil estudantes devem ser beneficiados, ainda segundo o secretário.

Estudantes e professores vão passar por uma capacitação para utilização dos equipamentos, que vão chegar às salas de aula já com conteúdo didático. "Assim que receberem os tablets, teremos um programa de capacitação. O conteúdo pedagógico é o mesmo que os alunos teriam acesso em livros, o que muda é a ferramenta", diz Gomes.

Outra novidade é o número de escolas de referência em Pernambuco, que passou de 173 para 217, sendo 117 escolas integrais e 100 semi-integrais. O ensino técnico também vai contar com novas unidades em 2012. A previsão é de que 25 escolas técnicas estejam funcionando até o final deste ano. "Serão quase 18 mil estudantes nessa modalidade de ensino. Das nove escolas em construção, seis devem ficar prontas até março e três em meados de abril, mas com certeza no segundo semestre estaremos com aulas", acredita Gomes.

Tecnologia
A rede estadual conta com um grande investimento na área de tecnologia da educação para este ano. Além dos tablets, a expectativa é de que, até setembro, todas as escolas tenham laboratórios móveis de informática e contem com retroprojetores multifuncionais. "Na educação do século XXI, a tecnologia deixa de ser um fim, para ser um meio de transmissão de conhecimento", pondera o secretário de Educação.

Os professores também ganharam acesso a materiais multimídia para auxiliar no trabalho em sala de aula. "Cada escola vai receber uma video-enciclopédia, feita por professores da Universidade de São Paulo [USP], que se uniram e montaram uma empresa. Quando o professor de biologia for falar do corpo humano, vai poder mostrar as imagens em três dimensões para os alunos", exemplifica.

Um portal virtual deve começar a funcionar a partir de março, também cheio de novidades. Nele, os pais vão poder não só ter acesso ao boletim dos filhos, como também saber o horário das aulas e a frequência. Para os alunos, o site deve oferecer conteúdo didático e uma rede social está sendo estudada. "Estaremos acompanhando diariamente, on-line, como estão as escolas", afirma.

Porém, tanta tecnologia não adiantaria de nada sem os professores, defende Gomes. "Mais importante do que ter esse apoio tecnológico é ter o apoio metodológico. Os professores são a razão de tudo isso acontecer. Tivemos agora o concurso Professor Autor, que contou com cerca 900 trabalhos inscritos. Desses, selecionamos 304 que estarão disponíveis no nosso portal para alunos e professores da rede estadual. É um material de apoio fantástico", acredita.

Recife
A Prefeitura do Recife anunciou as novidades da rede municipal na quarta-feira (1º). Aproveitando o centenário de Luiz Gonzaga, as escolas municipais contarão com músicas da obra do Rei do Baião para discutir o meio ambiente. Os alunos vão receber kits, com material pedagógico, brinquedos educativos e livros literários.

Os professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental vão contar com uma formação em serviço da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), enquanto os do 6º ao 9º ano terão qualificação através do Instituto de Qualidade no Ensino (IQE). Além disso, cadeiras, armários, mesas de professores e geladeiras danificados no último ano também devem ser repostos, segundo a Prefeitura.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Aprendizado na ponta dos dedos

na VEJA

Crescimento da oferta – e do uso – de aplicativos educativos para crianças não se dá à toa: segundo educadores, esses programas motivam aprendizado

Renata Honorato
A facilidade com que crianças interagem com telas sensíveis ao toque chama a atenção de uma nova indústria, a de aplicativos. Entre os programas de educação para tablets mais vendidos nos Estados Unidos pela App Store, loja on-line de Apple, 80% são voltados a crianças – quase 60% miram a educação infantil, até 5 anos de idade. Boa parte dos apps pretendem desenvolver capacidades cognitivas, auxiliando no aprendizado de cores e formas e também na alfabetização, além de exercitar a coordenação motora. Segundo o estudo iLearn II, conduzido por Carly Shuler, pesquisadora do Sesame Workshop, ONG responsável pelo programa infantil Vila Sésamo, pouco menos da metade dos programas tem essas finalidades.

domingo, 14 de agosto de 2011

Enfim, o badalado tablet chega à sala de aula

Da VEJA Tecnologia:
Escolas brasileiras de ponta começam a testar o dispositivo, obedecendo a duas pregações de especialistas: preparar professores para o uso da tecnologia e transformar a máquina em ferramenta pedagógica
Nathalia Goulart

No retorno à escola após as férias de julho, estudantes do nono ano do Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo, cercaram a professora de ciências Sandra Gruenwald Peres com única pergunta: quando começariam as aulas sobre tabela periódica. A razão para tamanha ansiedade é o fato de que o conteúdo de química, tradicionalmente abordado a partir de um cartaz afixado na parede, passaria a ser apresentado com ajuda de um novo aliado da educação: o tablet. Com o dispositivo em mãos, alunos de 14 anos interagem com representações gráficas dos elementos químicos, exibidos em movimento e até em terceira dimensão. "Conseguimos despertar o interesse dos alunos por um assunto considerado desinteressante pela maioria. É uma vitória", diz Sandra. Os resultados da introdução de cem tablets em sala de aula serão avaliados até o fim do ano. Mas o colégio já tem uma certeza: "É um caminho sem volta, pois a nova geração demanda também da escola a adoção de tecnologias de ponta", diz Renata Guimarães Pastore, diretora de tecnologia da educação, divisão recém-criada pelo Porto Seguro para lidar com o assunto.

Leia mais sobre o assunto:
Na 2ª-feira: entrevista com Christopher Dede, da Universidade Harvard
Na 3ª-feira: entrevista com Simão Marinho, do programa Um Computador Por Aluno

"Graças a dispositivos como tablets e smartphones, é possível, pela primeira vez, unir de maneira tão integrada o mundo dentro e fora da escola", sentencia Christopher Dede, professor da Faculdade de Educação da Universidade Harvard e especialista em tecnologia. Trata-se, portanto, de uma grande oportunidade para a educação – não há por que duvidar. Os tablets são portáteis, permitem consumir, produzir e compartilhar conteúdos como textos, fotos e vídeos, possibilitam interatividade e conexão à internet. Tudo isso pode significar uma transformação para a velha escola, praticamente estacionada no século XIX, com quadros negros e aulas expositivas. A despeito disso, o tablet não deve ser encarado como uma panaceia para a área de educação. Para que a maquininha dê frutos, concordam especialistas, é preciso conferir a ela uso e conteúdo pedagógicos.
"Sou a favor do uso de tablets na escola, mas não sem salientar que eles precisam ser utilizados de maneira inteligente", pontua Christopher Quintana, professor da Universidade de Michigan e também especialista em tecnologia. "Não se trata apenas de usar uma nova tecnologia. O trabalho da escola deve ser envolvê-la em seu projeto pedagógico e determinar objetivos claros para a ferramenta”, acrescenta o especialista. O desafio de transformar máquinas em ferramentas educacionais não é novo. Ele ocupa a escola há pelo menos uma década, quando os computadores passaram a integrar a realidade acadêmica. É a partir dessa experiência que pesquisadores, no Brasil e no mundo, apontam caminhos para os novos aparatos, como os tablets que, cedo ou tarde, chegarão às mãos dos estudantes. Continue a ler a reportagem

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aulas digitais conquistam alunos

Usados para estimular a educação de jovens, equipamentos modernos dependem do envolvimento de professores para serem bem aproveitados


Fonte: Gazeta do Povo (PR)

A aposta de colégios paranaenses em aliar tecnologia ao ensino está crescendo e ao mesmo tempo despertando a atenção de especialistas sobre os reais benefícios que estes investimentos trazem aos alunos. Ontem, o Colégio Dom Bosco, de Curitiba, entregou tablets – computadores portáteis em formato de prancheta – a parte de seus alunos.

Amanhã, haverá o lançamento oficial de um projeto da prefeitura de Tibagi, nos Campos Gerais,que irá dispor equipamentos de multimídia a todas as Escolas da rede municipal.


No Dom Bosco, a iniciativa faz parte de um projeto do grupo e da empresa que controla suas operações, o Sistema Educa­cional Brasileiro (SEB). Suas inovações em tecnologia ganharam fôlego em 2008, quando foram implantadas lousas interativas digitais. No ano passado, alunos de duas séries receberam computadores portáteis (netbooks) com acesso à internet.


Dicas

Veja o que os pesquisadores Márcio Rogério Martins e Gláucia da Silva Brito apontam como necessário para o bom uso dos recursos tecnológicos no dia a dia das aulas:

- A tecnologia deve fazer parte de um processo de ensino diferenciado, não servindo apenas como uma nova ferramenta para um formato convencional.


- Utilizar novos recursos não significa desprezar os métodos tradicionais. A tecnologia depende dos temas e usos planejados para cada conteúdo.


- É essencial que o professor seja valorizado na criação do projeto, podendo influenciar na sua metodologia.


- Além de auxiliar no ensino dos conteúdos, os projetos também devem estimular os alunos ao uso consciente dos equipamentos tecnológicos.


“Para 2011, mantivemos parte da distribuição dos netbooks e começamos a levar os tablets a todos os alunos do 1.º ano do ensino médio de uma de nossas sedes”, explica Durval Antunes Filho, diretor-geral do Grupo Dom Bosco. A novidade chegou a 650 alunos. Mais 2,4 mil tablets serão entregues a alunos de outras Escolas do SEB.


O projeto de Tibagi diz respeito a um conjunto de equipamentos que auxiliarão as aulas em nove Escolas do município. Os kits contam com lousas multimídia interativas, projetores, computadores portáteis e canetas para projeção.


As Escolas estão sendo equipadas desde maio, enquanto os professores são treinados para o uso do equipamento, o que deve auxiliar no ensino de 2,7 mil alunos. Os investimentos totalizam R$ 1 milhão.


Além da tecnologia

A compra de computadores e equipamentos pode ser bem vista por professores e alunos, mas apenas o investimento em tecnologia não é capaz de “revolucionar” o ensino. Quem garante é a professora e pesquisadora da Universidade Federal do Paraná, Gláucia da Silva Brito.

Para Gláucia, o ponto mais importante não é apenas o de disponibilizar os equipamentos, mas ter a tecnologia envolvida em um bom projeto educacional – o que envolve a necessidade de aprendizagem dos alunos, o potencial dos equipamentos e a participação dos professores no processo.


O diretor do Dom Bosco concorda. “O computador por si só não faz nada, mas, atrelado ao conteúdo desenvolvido para ele, pode ser um diferencial para facilitar o trabalho do docente e estimular os jovens”, diz Antunes.


De qualquer forma, Gláucia defende que a tecnologia deve ser vista como fundamental. “Os adolescentes já chegam à Escola muito avançados no tema e a questão passa a ser o modo pelo qual o professor vai conseguir decidir os meios e momentos de usar a tecnologia”, defende a pesquisadora.


Márcio Rogério Martins, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também vê o papel do professor como fundamental no uso de tecnologias educacionais. Para ele, o ganho dos alunos pode ser maior quando há um estímulo permanente dos docentes diante das potencialidades dos recursos tecnológicos no processo de ensino.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Especialista faz ressalvas ao uso de tablets em escolas

O uso de tablets no lugar de livros didáticos pode até piorar o aprendizado dos alunos caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos.

Impacto da tecnologia na educação ainda não pode ser medido


Essa é a opinião do professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade Stanford (EUA), Paulo Blikstein, 39, que desenvolve projetos com foco em tecnologia de ponta para uso em escolas.

Em entrevista à Folha, ele defende a exclusão de conteúdos curriculares, especialmente nas áreas de matemática e ciências, e diz ser positivo o fim da obrigatoriedade do ensino da letra cursiva nos EUA.

Formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, mestre pelo MIT Media Lab e doutor pela Northwestern University (Chicago), Blikstein estará no Brasil nos dia 17 e 18 de agosto, quando participa da Sala Mundo Curitiba 2011 --encontro internacional de educação que reúne educadores do mundo todo.

Folha - Você conhece experiências com o uso de tablets em sala de aula?
Paulo Blikstein - Aqui em Stanford teve um projeto com o apoio da Apple onde eles queriam substituir livros didáticos na faculdade por iPads. Foi feita uma pesquisa com professores e a conclusão geral é que a tecnologia ainda não está à altura do que se precisa numa escola.

O tablet é muito pequeno, é muito difícil de fazer anotações, de visualizar várias coisas ao mesmo tempo. Por enquanto, o livro didático, pelo menos para nível superior --onde muitas vezes você trabalha com várias fontes ao mesmo tempo, precisa fazer anotações e cruzar informações de várias fontes-- você precisaria de um equipamento muito mais avançado para isso poder realmente substituir o livro didático.

E em níveis mais básicos de ensino?
Em todos os programas que eu conheço, todo mundo sempre subestima a questão logística e a questão do custo de propriedade. Por exemplo, uma empresa que tem 1.000 funcionários e 1.000 computadores tem um departamento inteiro para cuidar daquilo. As pessoas acham que você vai dar 1.000 computadores para as crianças, e não tem ninguém para tomar conta disso, para consertar, atualizar, dar orientação. A questão logística é importante.

As pessoas acham que o problema da educação é falta de acesso a tecnologia, e não é. O problema é que querem usar os tablets exatamente do jeito que se usa um livro didático. Querem que as crianças sentem nas cadeiras e, em vez de o professor chegar lá e falar "abram seus livros", é "abram seus tablets". Usar um tablet, que é um material que custa caro, que é difícil de dar manutenção, que quebra, que tem uma série de problemas, do mesmo jeito que você vai usar um livro é um desperdício enorme de dinheiro. O que você precisaria é pensar quais são as novas formas de aprendizado que os tablets, os computadores permitem.

Algumas empresas dizem que haverá gráficos, tabelas dinâmicas e toda uma interatividade com o conteúdo e que isso seria diferente do livro didático. Mesmo nesse caso, você não vê uma mudança significativa?
Já tem muita interatividade em materiais online que já existem e nem por isso eles melhoraram significativamente o aprendizado. Você pode olhar uma animação num computador e entender aquele fenômeno de uma forma errada.

A gente tem a ideia de que o visual é melhor do que o textual. Mas isso não é necessariamente verdade. Tem muitas pesquisas mostrando que às vezes o visual confunde mais do que o textual.

Agora, tem coisas que são boas. Você pode demonstrar vários conceitos em ciência, física ou química melhor quando se tem essa ferramenta.

O que muda para o professor com o uso dos tablets?
A aula tradicional fica cada vez mais difícil de ser dada com esse tipo de tecnologia. Para o professor, os tablets vão trazer uma grande mudança de mentalidade porque você precisa dar aula de um outro jeito. Se não, vai ser como em várias escolas brasileiras, em que a aula na sala de informática às vezes é mais repressora do que na sala de aula, porque os professores ficam preocupados porque as crianças podem quebrar [o computador] ou começar a jogar um jogo.

Como deveria ser uma aula nesse novo formato?
Eu conheço, por exemplo, um projeto na Tailândia que um colega meu coordenou. O jeito que ele usou essas tecnologias lá foi: primeiro criar projetos relevantes para as crianças. Projetos ambientais ou urbanos. Ele levava as crianças, por exemplo, para um estudo do meio onde você tinha um problema ambiental, ou uma espécie que estava sendo extinta, ou uma espécie invasora que estava chegando, ou um problema de qualidade da água.

As crianças usavam os computadores para documentar o lugar, tirar fotos onde tinha o problema. Usavam sensores para medir as coisas e tentar entender cientificamente o que estava acontecendo. Depois levava tudo isso para a sala de aula e discutia com os alunos as hipóteses. Esse é um tipo de protótipo de projeto que acho superinteressante de fazer com tablets.

- Você acha que o uso dos tabletes pode melhorar o aprendizado dos alunos?
Isso é mais ou menos como se eu perguntasse assim: "será que o uso de canetas na sala de aula pode melhorar o aprendizado?". Sem dúvida que pode, mas eu posso também usar as canetas de um jeito tão ruim que não faça nenhuma diferença.

Agora, colocar o tablet numa aula tradicional, sem nenhuma adaptação do jeito que se ensina, sem nenhuma adaptação do material didático --que seja um pouco melhor do que simplesmente colocar umas animações dentro de um livro didático-- é um desperdício. Não vale a pena.

A questão fundamental é desenvolver atividades em sala de aula e conteúdos que efetivamente usem as novas qualidades desse material. Isso é o que vai fazer os tablets valerem a pena. A questão é que essa é a parte difícil de fazer e é a parte que sempre não é feita.

Como você vê o Brasil em relação ao uso de tecnologias na educação?
Tem uma tradição no Brasil que vem desde o Paulo Freire de ouvir o aluno. Isso é uma coisa importante que em outros países simplesmente não existe.

Eu tenho vários alunos de pós-graduação que vêm da Coreia, por exemplo, ou de outros países da Ásia, onde a preocupação com o aluno é muito diferente. A questão [nesses países] não é se o aluno está feliz aprendendo, se ele está gostando do que aprende, se está se interessando; é muito mais um regime de alta pressão para resultados, mas resultados que muitas vezes são vazios.

O Brasil tem essa grande vantagem, que eu acho que a gente realmente se importa com o aluno, com o interesse do aluno, muito mais do que em outros países. O problema é que muitas vezes você não tem as ferramentas e o treinamento para fazer isso acontecer na sala de aula.

Em relação a tecnologia, a minha percepção é que o foco ainda é muito no hardware, no equipamento, e muito pouco em treinar os professores para usar isso de uma forma interessante na sala de aula. 
 
FOLHA DE SÃO PAULO SABER

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Governo prepara a troca de material didático por Tablet

Editais para compra de material escolar de 2014 preveem conteúdo digital; editoras organizam-se para atender à demanda

Fonte: Brasil Econômico (SP)

Várias escolas da rede pública do Estado de São Paulo ficaram sem livro didático no início do primeiro semestre. Problemas de logística do fornecedor, que entregou o material a partir de abril, teriam provocado o atraso.O caso é considerado pontual pelo governo federal, mas não minimiza o prejuízo aos alunos.

Nada disso ocorreria se, em vez de encomendar os livros e aguardar por meses a  entrega, a Escola pudesse baixar os conteúdos em seu servidor e disponibilizá- los aos estudantes por meio de tablets, por exemplo. Sonho? Não pelos planos do governo.


A produção de conteúdos para tablets deve fazer parte do edital de licitação do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2014, cujos livros serão entregues ainda em 2013. Ao menos é o que esperam as principais editoras fornecedoras do governo, que, mais do que migrar seus conteúdos impressos para versões digitais, disputam a criação de conteúdos interativos adequados às novas demandas da Educação.


O foco é sair do ensino de massa, para um ensino individualizado. E as novas tecnologias vão permitir isso , diz Tadeu Terra, diretor de mídias digitais da Pearson Brasil. O movimento no país é mais lento se comparado ao da Coreia do Sul, que deve investir US$2 bilhões nos próximos quatro anos para substituir os livros didáticos por conteúdo digital via tablet. Porém, os planos aqui são mais audaciosos.


Está em jogo não só o orçamento atual do PNLD, de R$1,3 bilhão para 2012, mas também o potencial de aumentos dos recursos para a Educação, com as discussões sobre novo Plano Nacional de Educação, que está na Câmara e deve ser votado ainda neste ano. A expectativa é que as verbas passem de 5% do Produto Interno Bruto para 7% pelo menos.


As maiores editoras de livros didáticos se preparam para essa demanda, que já ocorre por parte dos colégios particulares. A Abril Educação, que engloba as editoras Ática e Scipione, está testando o potencial deste mercado com o livro Cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, o primeiro a ter versão para tablet. 


Segundo Ana Ralston, diretora de tecnologia da empresa, foram dois meses para desenvolver o produto, que tem mais de 200 recursos interativos integrados. A obra é usada em algumas Escolas em aulas de cidadania para o ensino médio e é uma maneira de a editora ver qual será a aceitação para o formato. Em 2012, a Abril acredita que cem dos seus 3 mil títulos didáticos terão formato digital.


Por enquanto, a demanda se limita aos grandes colégios particulares, principalmente de São Paulo, mas Ana espera que dentro de dois anos o governo também comece os processos de compra deste tipo de material. Vai haver uma ampliação da avaliação dos conteúdos digitais, diz.


No mercado de livros didáticos em papel, a Abril Educação é hoje a principal fornecedora do PNLD, com 558 títulos, um contrato de cerca de R$ 270 milhões. Os esforços da empresa, agora, se concentram no preparo para a demanda por digital.


Outra grande editora, a Positivo, também caminha nessa direção. Ela vai lançar ainda este ano conteúdos para tablet. Todas as 2,4 mil Escolas conveniadas ao sistema Positivo de ensino poderão usar o material em 2012 e, segundo Emerson Santos, diretor geral da editora, por enquanto não é cobrado valor adicional pelo material.


As novas edições já nasceram pensadas para a plataforma digital , diz. Os alunos hoje vivem em um mundo mais interativo, é preciso estimular o uso de conteúdo digital . Para o PNLD, Santos acredita que a maior dificuldade para o governo não seja a tecnologia, e sim o modelo de ensino, que precisa ir além do convencional.


Ninguém ainda tem a resposta sobre o que vai acontecer, mas a preocupação existe, afirma. Hoje, a Positivo é a quarta maior fornecedora do governo, com 114 títulos disponibilizados em 2011, no valor total de R$ 27,1 milhões.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coréia do Sul vai substituir livros didáticos por tablets, até 2015

A Coréia do Sul investirá, nos próximos quatro anos, 2 bilhões de doláres para substituir os livros dos alunos de suas escolas por tablets. O conteúdo das obras será transferido para um servidor já existente, que poderá ser acessado tanto por computadores quanto pelas novas pranchetas.

Ultrapassando os limites físicos da escola, o novo sistema poderá ser utilizado pelo aluno também em casa, servindo como subsídio para as lições ou para futuras aulas que ele não possa comparecer pessoalmente.

Segundo relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) divulgado ano passado, o país é a segunda nação do mundo quando se trata de estudantes com melhor desempenho nas áreas de leitura, matemática e ciência, ficando atrás apenas da China. Grande parte desse sucesso educacional se deve à reforma ocorrida no país a partir dos anos 80, quando diversas medidas foram tomadas pelo governo para melhorar a questão no país.


Portal Imprensa

sábado, 14 de maio de 2011

Escola de Porto Alegre usa tablets para alfabetizar crianças

G1:

Atividades são propostas individualmente e em grupos.
Cerca de 130 alunos da educação infantil tem aulas com os iPads.

Os alunos de 3 a 6 anos matriculados na educação infantil do Colégio Israelita Brasileira, em Porto Alegre, são alfabetizados com ajuda dos tablets iPad. Cerca de 130 crianças têm aulas semanais com o aparelho.
As atividades são propostas de forma individual, em dupla ou em grupo de até quatro pessoas. O iPad foi escolhido pela instituição, segundo a coordenação, pela facilidade no manuseio e seleção das informações na tela através do sistema touch screen, pela diversidade de aplicativos e softwares disponíveis para uso pedagógico e pela tela multitoque, que facilita as trocas entre os alunos.
A coordenadora pedagógica de educação infantil do Israelita, Ana Margarida Chiavaro Machado, afirmou que o Projeto iPad na Sala de Aula está atrelado à proposta curricular da instituição de ensino. "Com brincadeiras, jogos e outros aplicativos atingimos todos os tipos de alunos. As crianças estão muito acostumadas com o touch, por isso há facilidade de aprendizagem."
Com os tablets as crianças aprendem a fazer o traçado dos números, têm atividades com as próprias fotos e nomes, entre outras.
Para Ana Margarida, ao mesmo tempo que o Ipad ajuda a alfabetizar favorece, entre outros fatores, a interação, curiosidade, trabalho em grupo, coordenação motora e trocas afetivas entre as crianças. O objetivo, segundo a coordenadora, é expandir o projeto para os alunos dos ensinos fundamental e médio.

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