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domingo, 29 de dezembro de 2019

Aplicativo gratuito sintetiza voz humana para deficientes visuais

Tecnologia pode ajudar mais de 500 mil pessoas dentro e fora do Brasil

Um aplicativo gratuito está melhorando a vida de milhares de deficientes visuais que utilizam computadores e outros dispositivos tecnológicos, como smartphones e tablets. Produzido pela empresa F123 Consultoria, um sintetizador de voz, batizado de Letícia, reproduz uma voz feminina em português e pode ser usado em praticamente todos os tipos de leitores de tela e sistemas operacionais de tecnologia assistiva.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SP Curso de libras em formato de jogo virtual já registra 2,1 mil matrículas

Plataforma digital completa 1 ano com aumento de 60% nos cadastros

Após completar um ano do lançamento do primeiro curso online de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), a Educação identificou um aumento de 60% do número de inscritos. A plataforma digital, que inovou a política inclusiva e transformou as aulas online em um jogo virtual, chegou a 2,1 mil matrículas de alunos com e sem deficiência auditiva.

O curso, elaborado pela Escola Virtual de Programas Educacionais (Evesp), inclui 16 episódios e pode ser acessado por alunos e ex-alunos da rede estadual. Para acessar o conteúdo, basta o interessado informar o número de registro do aluno (R.A). Não é preciso fazer matrícula. As aulas estão disponíveis 24 horas por dia.

O conteúdo foi todo disponibilizado com recursos de acessibilidade, vídeos com audiodescrição e também janelas em libras. Os estudantes são conduzidos por avatares em 3D que simulam cenas em sala de aula, no shopping e restaurante. A ferramenta conta ainda com games e um glossário que reproduz os sinais aprendidos em cada módulo.

Curso de inglês online acessível

Além do curso de Libras, os alunos da rede estadual também podem participar de aulas de inglês acessíveis da Evesp. Lançado em 2013, o programa é direcionado a estudantes com deficiência auditiva e visual. As aulas podem ser realizadas na própria casa do aluno e também nas salas do Acessa Escola, onde todas as máquinas possuem um software leitor de tela que permite que usuários cegos ou com baixa visão utilizem os computadores.
 
FONTE: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

sábado, 1 de agosto de 2009

Audiobook



Num passado recente era muito comum uma pessoa dizer a outra: “Acabei de ler um livro muito bom!”. Hoje a frase poderia ser outra: “Acabei de ouvir um livro fantástico!”

Caso alguém lhe diga algo assim, não pense que entendeu errado ou que a pessoa está de brincadeira. Ela estará provavelmente se referindo a um audiobook ou audiolivro.

Pensado inicialmente para atender os deficientes visuais, o audiobook é a gravação do conteúdo de um livro lido em voz alta. Para ter acesso a esta modalidade de transmissão de informação temos ao nosso dispor desde a antiga fita K-7 (praticamente em desuso) até os modernos aparelhos de MP3, além, é claro, do Ipod e do CD. O mais comum hoje é o material digitalizado e convertido em arquivos de áudio mais populares, como o MP3 e o WMA, que podem ter distribuição gratuita ou paga.

As versões pagas contam com a vantagem de possuírem narradores profissionais contando a história, podendo haver ainda efeitos sonoros, que ajudam na interpretação do texto e evitam a monotonia na escuta. Já os gratuitos trazem uma grande variedade de obras para download, a maioria atualmente em domínio público, copyleft ou outra licença pública livre disponível, narradas por voluntários, gratuitamente. O audiolivro é ideal para pessoas que querem ler, mas não possuem tempo para tal atividade.

O audiobook tornou-se uma tendência mundo afora e tem sido cada vez mais procurado por diferentes grupos de pessoas interessados em aumentar sua cultura.

De acordo com especialistas, no Brasil o audiobook sobre literatura, história e filosofia é o que tem maior procura. Há que se ressaltar que o cresimento do audiobook em nosso país se dá principalmente entre jovens que buscam formas alternativas de aproveitar seu tempo. Eles costumam ouvir principalmente gravações de assuntos ligados ao vestibular. Outros produtos em formato de áudio-livro que se destacam são de auto-ajuda e de religião.

Com relação à distribuição, vamos indicar abaixo links com acesso a obras de domínio público (gratuitos):

Projeto Gutemberg – Aqui você tem acesso a um material interessante em várias línguas, incluindo a nossa.
Clique Aqui”

Portal Domínio Público – Conta com um acervo de mais de 20 mil obras de distribuição gratuita, colocados à disposição dos usuários numa biblioteca virtual onde se destacam: as obras de Machado de Assis, as poesias de Fernando Pessoa e literatura infantil. Estão lá ainda: Artur Azevedo, Casimiro de Abreu, Olavo Bilac, Gil Vicente, Machado de Assis, Luís Vaz de Camões, José Maria Eça de Queirós, Aluísio Azevedo, William Shakespeare, José de Alencar, Euclides da Cunha, Antônio Gonçalves Dias, Gregório de Matos. Clique Aqui”

BibVirt (Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa) – Trata-se de uma iniciativa da USP que está, desde 1997, “disponibilizando gratuitamente vasta quantidade de informação qualificada, atualizada e facilmente acessível, proporcionando auxílio às pesquisas escolares e servindo como subsídio para o desenvolvimento de atividades curriculares e extra-curriculares.” Os interessados encontrarão na BibVirt, entre outras, as seguintes obras da literatura brasileira:

O Alienista (Machado de Assis)
Dom Casmurro (Machado de Assis)
Espumas Flutuantes (Castro Alves)
Inocência (Raul Poméia)
Iracema (José de Alencar)
O Ateneu (Raul Pompéia)
O Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)
Clique Aqui”


ACESSA ESCOLA

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Inclusão social é praticada no Sul com ajuda da informática

Segunda-feira, 20 de julho de 2009 - 18:08

A educação inclusiva já é uma realidade no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul). Utilizando um programa de computador, a instituição de ensino vai facilitar a vida de alunos deficientes visuais vindos de outras escolas públicas que buscam no instituto o apoio didático-pedagógico. A novidade está sendo implantada no campus Pelotas, que conta com uma servidora cega em seu quadro funcional.


Além de equipamentos e mobiliários apropriados, a sala onde funciona o Núcleo de Apoio às Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (Napne) contará com o Mecdaisy, um conjunto de programas que permite transformar qualquer formato de texto disponível no computador em texto digital falado.


Baseado no padrão internacional Digital Accessible Information System (Daisy), a ferramenta brasileira traz sintetizador de voz (narração) e instruções de uso em português brasileiro. O software permite converter qualquer texto em formato Daisy e, após a conversão, é possível manusear o texto sonoro de maneira semelhante ao escrito. Com isso, é possível procurar assuntos pelo índice, folhear páginas e realizar pesquisas.


“Com essa ferramenta, vamos não só atender as necessidades de nossa servidora, mas contribuir de maneira significativa para a inclusão de alunos deficientes visuais”, afirma a diretora-geral do campus Pelotas, Gisela Loureiro Duarte. Ela participou, a convite do Ministério da Educação, de capacitação oferecida pelo Instituto Benjamin Constant para a adequação e o recebimento de servidores e alunos deficientes visuais.


O Benjamin Constant é um centro de referência, em nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola que capacita profissionais dessa área, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftalmológicas à população, reabilita, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.


Entre os diversos campi que integram os institutos federais no Rio Grande do Sul, o campus Pelotas do IFSul é o primeiro e único a ter uma servidora com deficiência visual em seu quadro efetivo. Trata-se da técnica em assuntos educacionais Magali Costa Valle, que ingressou no instituto no início desse ano, após ser aprovada em concurso público.


Para o reitor Antônio Carlos Barum Brod, o IFSul vem cumprindo sua missão social por meio de práticas inclusivas, “que possam transformar a vida das pessoas para melhor”.


O MEC vem implementando políticas que incluem implantação de salas de recursos multifuncionais, adequação de prédios escolares para a acessibilidade, formação continuada de professores da educação especial e o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) na escola, além do programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, que tem o propósito de estimular a formação de gestores e educadores para a criação de sistemas educacionais inclusivos.


Assessoria de imprensa do IF Sul-rio-grandense

MEC

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nova tecnologia torna livros acessíveis a alunos cegos

Terça-feira, 23 de junho de 2009 - 17:52

Alunos com deficiência visual vão poder ler qualquer texto no livro digital falado. (Foto:João Bittar)Alunos com deficiência visual, baixa visão ou cegueira terão acesso gratuito a qualquer livro ou documento a partir de uma nova tecnologia que transforma texto escrito em áudio. Em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Ministério da Educação desenvolveu uma ferramenta de produção de livro digital falado. Foram investidos R$ 680 mil para criar a tecnologia, que será lançada nesta quarta-feira, 24, às 9h30, no Hotel Nacional, em Brasília, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e a secretária de educação especial, Cláudia Dutra.


“Essa solução tecnológica foi desenvolvida com base no padrão internacional Daisy”, explica a diretora de políticas de educação especial, Martinha Clarete dos Santos, em referência ao padrão Digital Accessible Information System (Daisy) – para produção e leitura de livros digitais.


Segundo ela, com base na tecnologia internacional, foi criada uma ferramenta adaptada às especificidades brasileiras, com narração de textos em português do Brasil, por exemplo. A tecnologia brasileira foi denominada de Mecdaisy e estará disponível gratuitamente no portal do MEC para qualquer interessado.


A ferramenta, segundo Martinha, confere autonomia à pessoa com deficiência visual, ao permitir acesso a qualquer tipo de informação escrita disponível para leitura no computador. “Hoje, o cego ou pessoa com baixa visão não encontra um formato de livro em que possa ler. É preciso procurar o livro em braille, ter um programa de ampliação de caracteres ou gravar o documento em áudio”, diz.


A tecnologia Mecdaisy permite que o usuário leia qualquer texto, a partir de narração em áudio ou adaptação em caracteres ampliados, além de oferecer opção de impressão em braille, tudo a um só tempo. Além disso, a tecnologia oferece recursos de navegabilidade muito simples. A partir de movimentos de teclas de atalhos ou do mouse, o leitor pode fazer anotações e marcações no texto, avançar e recuar na leitura etc.


“O Mecdaisy descreve figuras, gráficos e qualquer imagem presente no documento”, completa Martinha. Ela informa que o conjunto de programas ainda vem acompanhado de uma metodologia de produção de livros em formato digital acessível. Assim, a tecnologia permite a leitura de qualquer texto disponível no computador e a produção de livro digital.


“Pais, alunos, professores e editoras de livros poderão tornar seus livros ou acervos acessíveis às pessoas com deficiência visual de graça”, comemora Martinha. Para impulsionar a criação de acervos digitais acessíveis, o MEC destinará R$ 180 mil a cada um dos 55 centros de produção do livro acessível espalhados pelas cinco regiões do país.


“Os centros vão produzir os livros didáticos já distribuídos às escolas em formato acessível. Nos próximos editais dos programas do livro, o formato digital já estará contemplado”, informa Martinha. Os livros produzidos pelos centros integrarão o Acervo Digital Acessível, um espaço virtual criado pela Universidade de Brasília (UnB) que estará disponível na portal do MEC para que qualquer interessado acesse as obras.


“A tecnologia Mecdaisy democratiza o acesso ao livro, dá condição à livre produção, ao compartilhamento e até ao aperfeiçoamento dos programas, já que desenvolvedores podem incrementar a metodologia”, diz Martinha. A tecnologia Mecdaisy é compatível com os sistemas Windows e Linux.


Com a medida, o ministério amplia o apoio aos sistemas de ensino para tornar disponíveis recursos de tecnologia assistiva nas escolas e cumpre o disposto no artigo 58 do Decreto nº 5.296/2004, que estabelece: “O poder público adotará mecanismos de incentivo para tornar disponíveis em meio magnético, em formato de texto, as obras publicadas no país”.

Maria Clara Machado

MEC

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Japonesa cega ganha alta premiação de engenharia na IBM

A gigante dos computadores IBM nomeou Chieko Asakawa, primeira engenheira cega da companhia, como ganhadora da maior premiação técnica da empresa.

Asakawa, 50, foi indicada nesta semana como uma dos oito japoneses para vencer o prêmio IBM Fellow. A engenheira desenvolveu um trabalho cujo intuito é fazer com que o acesso à internet fosse mais fácil às pessoas com visão enfraquecida.

Trata-se da premiação mais prestigiosa para um engenheiro. O título foi dado a apenas 218 profissionais em mais de um século de história da companhia.

"Asakawa deu contribuições cruciais na área de acessibilidade tecnológica, que conduziram a IBM como líder mundial neste campo", disse a companhia, em comunicado.

"Ela ajudou a estabelecer a consciência, dentro e fora da empresa, do papel fundamental quanto à criação de tecnologias que mudassem a perspectiva de comunicação e interação para indivíduos incapacitados."

Asakawa desenvolveu um software de acessibilidade chamado "Homepage Reader", que lê palavras que aparecem na janela da internet em voz alta em 11 idiomas.

"Estou feliz com a nomeação", disse a engenheira, por meio de comunicado. "Continuarei trabalhando intensamente para produzir mecanismos de inclusão social."

Asakawa, que perdeu sua visão quando era adolescente, entrou na fabricante de computadores em 1985, e desde então trabalha em melhorias de acessibilidade, não apenas de deficientes, mas também de idosos e novatos.

da Folha Online

Com agência France Presse

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