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domingo, 29 de dezembro de 2019

Aplicativo gratuito sintetiza voz humana para deficientes visuais

Tecnologia pode ajudar mais de 500 mil pessoas dentro e fora do Brasil

Um aplicativo gratuito está melhorando a vida de milhares de deficientes visuais que utilizam computadores e outros dispositivos tecnológicos, como smartphones e tablets. Produzido pela empresa F123 Consultoria, um sintetizador de voz, batizado de Letícia, reproduz uma voz feminina em português e pode ser usado em praticamente todos os tipos de leitores de tela e sistemas operacionais de tecnologia assistiva.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Capes financia desenvolvimento de ferramentas de acessibilidade


Com o objetivo de incentivar projetos de inovação que contribuam para o desenvolvimento tecnológico da educação no Brasil, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta terça-feira, 6, o Edital nº 3/2018 – Ferramentas de acessibilidade. A data de início de submissão dos projetos é 19 de março.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Inscrições abertas para prêmio nacional de acessibilidade na web

Agência FAPESP – Tornar a internet mais acessível não só às pessoas com deficiências, mas também àquelas com algum tipo de limitação (temporária ou não) é o objetivo do W3C, um consórcio internacional criado para garantir padrões e diretrizes com vistas à evolução permanente da web.

Pelo segundo ano, a unidade brasileira do W3C – em parceria com a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento, Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) – promove o Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web – Todos@web.

A inscrição dos projetos é gratuita, pode ser feita até o dia 30 de setembro e deve estar classificada em uma das categorias: Pessoas/Instituições, Projetos Web ou Aplicativos e Tecnologias Assistivas.

Na categoria Pessoas/Instituições a premiação será concedida ao desenvolvedor do melhor projeto de acessibilidade realizado em 2012.

Já na categoria Projetos Web serão premiados os criadores dos projetos que tiverem a iniciativa e o esforço de implementar a acessibilidade nos projetos da web, conforme as diretrizes do W3C. Também serão consideradas a criatividade e usabilidade do projeto.

A categoria Aplicativos e Tecnologias Assistivas premiará o melhor projeto desenvolvido sem fins comerciais e de código aberto que permita ou facilite o acesso das pessoas com deficiência.

Em cada categoria serão premiados os três projetos mais votados. O primeiro lugar receberá o valor de R$ 5 mil; o segundo, R$ 3 mil; e o terceiro, R$ 1.500,00. As inscrições e todo o regulamento do concurso podem ser acessados em http://premio.w3c.br/sobre

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Escola oferece tecnologia acessível em cursos gratuitos

Um acordo entre a Escola São Paulo e a multinacional Indra criou o Programa de Integração Cultural para pessoas com deficiência motora, que usará duas ferramentas inovadoras: o HeadMouse e o Teclado Virtual.
O HeadMouse permite que pessoas com capacidade motora reduzida usem o computador por meio de uma webcam e detecção de movimentos de face e da cabeça. Já o Teclado Virtual torna possível, com um teclado que aparece na tela do computador, escrever textos sem a necessidade do uso das mãos.
Desenvolvidos pela multinacional de tecnologia espanhola, as duas ferramentas estão disponíveis nos cursos do Programa de Integração Cultural, que disponibilizam 40 vagas.
São cinco cursos, "Introdução às mídias digitais", "Aprenda a fazer seu blog pessoal", "Incremente o seu blog", "Panorama da História da Arte" e "Uma História da Moda: do século XIV até a moda contemporânea", que somam 63 horas de aulas.
Segundo a Escola São Paulo, que irá ganhar seis computadores da Indra com HeadMouse e Teclado Virtual --dois deles ficarão na biblioteca, facilitando o acesso de deficientes--, o objetivo dos cursos é ajudar a promover a integração de deficientes aumentando suas possibilidades de convívio e atuação social a partir do uso da tecnologia acessível associada a um programa cultural de formação.
Programa de Integração Cultural
Onde: Escola de São Paulo, rua Augusta, 2.239, São Paulo
Quando
: de maio a julho
Informações pelo telefone
: 0/xx/11/ 3060-3636
Curso: Panorama da história da arte
Duração
: 23 de maio a 27 de junho
Curso: Aprenda a fazer seu blog pessoal
Duração
: até 31 de maio
Curso: Uma História da Moda
Duração
: 6 a 27 de junho
Curso: Incremente o seu blog
Duração
: 7 a 21 de junho 

Empreendedor Social
Folha.com

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nova tecnologia torna livros acessíveis a alunos cegos

Terça-feira, 23 de junho de 2009 - 17:52

Alunos com deficiência visual vão poder ler qualquer texto no livro digital falado. (Foto:João Bittar)Alunos com deficiência visual, baixa visão ou cegueira terão acesso gratuito a qualquer livro ou documento a partir de uma nova tecnologia que transforma texto escrito em áudio. Em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Ministério da Educação desenvolveu uma ferramenta de produção de livro digital falado. Foram investidos R$ 680 mil para criar a tecnologia, que será lançada nesta quarta-feira, 24, às 9h30, no Hotel Nacional, em Brasília, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e a secretária de educação especial, Cláudia Dutra.


“Essa solução tecnológica foi desenvolvida com base no padrão internacional Daisy”, explica a diretora de políticas de educação especial, Martinha Clarete dos Santos, em referência ao padrão Digital Accessible Information System (Daisy) – para produção e leitura de livros digitais.


Segundo ela, com base na tecnologia internacional, foi criada uma ferramenta adaptada às especificidades brasileiras, com narração de textos em português do Brasil, por exemplo. A tecnologia brasileira foi denominada de Mecdaisy e estará disponível gratuitamente no portal do MEC para qualquer interessado.


A ferramenta, segundo Martinha, confere autonomia à pessoa com deficiência visual, ao permitir acesso a qualquer tipo de informação escrita disponível para leitura no computador. “Hoje, o cego ou pessoa com baixa visão não encontra um formato de livro em que possa ler. É preciso procurar o livro em braille, ter um programa de ampliação de caracteres ou gravar o documento em áudio”, diz.


A tecnologia Mecdaisy permite que o usuário leia qualquer texto, a partir de narração em áudio ou adaptação em caracteres ampliados, além de oferecer opção de impressão em braille, tudo a um só tempo. Além disso, a tecnologia oferece recursos de navegabilidade muito simples. A partir de movimentos de teclas de atalhos ou do mouse, o leitor pode fazer anotações e marcações no texto, avançar e recuar na leitura etc.


“O Mecdaisy descreve figuras, gráficos e qualquer imagem presente no documento”, completa Martinha. Ela informa que o conjunto de programas ainda vem acompanhado de uma metodologia de produção de livros em formato digital acessível. Assim, a tecnologia permite a leitura de qualquer texto disponível no computador e a produção de livro digital.


“Pais, alunos, professores e editoras de livros poderão tornar seus livros ou acervos acessíveis às pessoas com deficiência visual de graça”, comemora Martinha. Para impulsionar a criação de acervos digitais acessíveis, o MEC destinará R$ 180 mil a cada um dos 55 centros de produção do livro acessível espalhados pelas cinco regiões do país.


“Os centros vão produzir os livros didáticos já distribuídos às escolas em formato acessível. Nos próximos editais dos programas do livro, o formato digital já estará contemplado”, informa Martinha. Os livros produzidos pelos centros integrarão o Acervo Digital Acessível, um espaço virtual criado pela Universidade de Brasília (UnB) que estará disponível na portal do MEC para que qualquer interessado acesse as obras.


“A tecnologia Mecdaisy democratiza o acesso ao livro, dá condição à livre produção, ao compartilhamento e até ao aperfeiçoamento dos programas, já que desenvolvedores podem incrementar a metodologia”, diz Martinha. A tecnologia Mecdaisy é compatível com os sistemas Windows e Linux.


Com a medida, o ministério amplia o apoio aos sistemas de ensino para tornar disponíveis recursos de tecnologia assistiva nas escolas e cumpre o disposto no artigo 58 do Decreto nº 5.296/2004, que estabelece: “O poder público adotará mecanismos de incentivo para tornar disponíveis em meio magnético, em formato de texto, as obras publicadas no país”.

Maria Clara Machado

MEC

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