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domingo, 30 de março de 2014

Para professores e escolas, é mudar ou morrer, diz estudioso

O professor emérito da UFSM, especialista em ensino e inovação tecnológica, diz que o atual sistema educacional é obsoleto e que o novo modelo só se erguerá se docentes e instituições ouvirem as lições de um ator: o aluno

Bianca Bibiano

"Seria um erro concluir que a escola não é mais importante. Ela é, mas desde que reconheça a existência do novo processo e que saiba se inserir nessa realidade."

Séculos depois do início da universalização do ensino e décadas após a introdução da formação profissional, a educação enfrenta uma terceira revolução. O motor é a tecnologia. Nem todos, porém, reagem bem ao terremoto, avalia Ronaldo Mota, professor emérito da Universidade Federal de Santa Maria, ex-secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação no Ministério da Ciência e ex-secretário de ensino superior do Ministério da Educação. "Os alunos já podem estudar em casa e até obter diploma pela internet. Mas muitos professores ainda não perceberam esse movimento: serão engolidos pela tecnologia e perderão a atenção dos estudantes", diz Mota, que acaba de lançar, em coautoria com David Scott, professor da universidade de Londres, o livro Educando para Inovação (Elsevier, 49,90 reais). A obra aborda o desafio das escolas de formar pessoas em um mundo de mudanças aceleradas em que a grande demanda é o aprendizado permanente. A despeito do atraso geral de instituições e mestres para lidar com a nova realidade — "O modelo de escola que conhecemos hoje será completamente extinto. O papel do professor, também" —, ele diz que o Brasil pode aproveitar a crise do modelo de ensino para promover uma grande transformação. "Temos uma população jovem, com nível de tolerância alto e flexibilidade diante de experimentos, elementos que favorecem a adaptação. Se fizéssemos disso um terreno para mudanças educacionais, provocaríamos uma grande transformação." Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Telefônica promove seminário sobre inovação educativa

Acontece nesta quarta-feira o Seminário Fundação Telefônica de Inovação Educativa, onde serão apresentados os resultados de uma pesquisa sobre inovação em educação com o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), realizada pela Fundação Telefônica em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa (IDIE), da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

A pesquisa buscou projetos de inovação tecnoeducativa e identificou experiências inovadoras no Brasil, que em especial fizessem uso de internet, celular, audiovisual e videogames. O seminário ocorre das 9h30 às 18h, no auditório da Telefônica, em São Paulo. A inscrição é gratuita, com vagas limitadas, e pode ser feita pelo site www.inovacaoeducativa.com.br, por meio do qual também será realizada transmissão ao vivo. A programação prevê a apresentação da pesquisa pela manhã e, à tarde, serão realizadas duas mesas redondas com apresentação de oito cases inovadores, além de apresentações da rede social Minha Terra e o Grupo Educar na Cultura Digital, realizados pelo programa EducaRede; o projeto Wikimapa, desenvolvido pela Rede Jovem no Rio de Janeiro; e o Minha Vida Móbile, projeto cultural e educativo da Vivo, realizado em Minas Gerais, Bahia e São Paulo. Para encerrar, a cantora Malu Magalhães fará um pocket show. 


A pesquisa
O estudo foi realizado em âmbito nacional, e foram identificados 64 projetos inicialmente considerados relevantes. Destes, 26 foram caracterizados como realmente inovadores, de acordo com os critérios determinados pela pesquisa, que envolveram aspectos da qualidade na educação, da integração das TIC e das tendências tecnológicas, como entornos colaborativos, meios sociais, conteúdos abertos e tecnologias móveis, entre outros.

Ao final, quatro projetos foram considerados de vanguarda e sofreram uma análise aprofundada, sendo objeto de discussão durante o seminário, juntamente a outras quatro experiências. São eles: Cartografias de Sentidos nas Escolas, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte; Fractal Multimídia: objetos de aprendizagem, do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, de Petrópolis, no Rio de Janeiro; Experimentação remota como suporte a ambientes de ensino-aprendizagem, desenvolvido em Araranguá, pela Universidade Federal de Santa Catarina; e Olimpíadas de Jogos Educacionais, da empresa Joy Street em parceria com o Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife e pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco.

Ações futuras
A Fundação Telefônica e OEI firmaram acordo, com duração de 10 anos, comprometendo-se a estudar, assessorar e promover práticas educativas voltadas para a melhoria da educação na América Latina. No médio prazo, a ideia é disseminar os resultados da pesquisa como forma de fomento de conhecimento nessa temática, a fim de beneficiar outros atores das áreas sociais e da educação.


TERRA

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