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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Com aulas digitais, nota sobe até 30% no Rio

do ESTADÃO

Educopédia oferece material de apoio a professores e alunos de escolas municipais

HELOISA ARUTH STURM / RIO , PAULO SALDAÑA - O Estado de S.Paulo

O uso de tecnologia nas salas de aula na cidade do Rio de Janeiro começa a dar resultados. As 19 escolas que adotaram sistematicamente o uso da Educopédia, plataforma de aulas digitais, registraram notas bimestrais de 20% a 30% melhores do que o restante da rede municipal.

O projeto, que inclui material de suporte aos professores, com planos de aula e jogos pedagógicos, atinge parcialmente 75% das escolas da rede, com uma frequência que varia de uma escola para outra. Pesquisa feita com os alunos mostra que 75% deles acreditam que suas notas melhoraram por conta do uso da plataforma.

O projeto, iniciado há três anos, recebeu até agora um investimento de R$ 20,1 milhões. A maior parte, R$ 15 milhões, veio da Prefeitura. O restante foi pago pelo governo federal, principalmente com bolsas para professores que foram capacitados.

Segundo o subsecretário municipal da Educação, Rafael Parente, mentor da Educopédia, cerca de 12 mil professores já passaram por algum tipo de capacitação da plataforma, seja no modo presencial ou a distância.

O princípio de compartilhamento é essencial. A secretaria se apropria de conteúdos abertos, como vídeos e jogos - sempre avaliados - e também disponibiliza tudo que produz na internet, gratuitamente, para quem quiser usar. "A gente não consegue produzir tudo de uma vez, então primeiro faz uma busca para estabelecer parcerias com o que tem disponível. A tendência é que vamos continuar revisando e melhorando. Estamos colocando um botão para que os usuários possam fazer sugestões e críticas", diz ele.

A Prefeitura investiu R$ 2 milhões na produção de conteúdo. Outras cinco cidades já adotaram a Educopédia. "Os Estados de Pernambuco e da Bahia devem começar parcerias em breve. Mas 200 municípios acessam a plataforma com frequência semanal", diz Parente.

Em sala. Desde que passou a usar a Educopédia, o aluno Pablo Gomes da Silva, de 13 anos, sentiu que passou a acompanhar as aulas com mais atenção. "Dá mais foco. Quando a gente está falando fica menos concentrado, mais disperso." Matheus Pereira, de 15, concorda. "Antes eu ficava muito desligado com as conversas. Agora, deixamos isso de lado." As aulas de ciências são as preferidas dos estudantes do 8º ano para usar a ferramenta.

Os dois são alunos da escola municipal Epitácio Pessoa, no Andaraí, zona norte do Rio. A unidade foi uma das primeiras a implantar a ferramenta em sala de aula, há três anos.

Marco Giraldez Carrera, professor de ciências e matemática da turma, tem uma explicação: "O material disponível é mais visual. Há uma série de vídeos mostrando, por exemplo, o funcionamento do sistema digestivo. Na aula sobre o sistema nervoso, dá para ver a sinapse funcionando", explica, entusiasmado.

A força da tecnologia é visível. Como é comum ocorrer nas salas de aula do 8º ano, o bate-papo e as piadinhas entre os estudantes são constantes quando o professor entra na classe. De repente os garotos, até então hiperativos e falantes, ficam em silêncio, quase hipnotizados.

É só ligar o computador que o comportamento da turma muda. As conversas paralelas quase somem e dão lugar ao diálogo entre alunos e professor. Mas nem tudo está resolvido.

Os estudantes ainda enfrentam dificuldades para acessar o conteúdo em sala, por problemas de conexão na rede Wi-Fi. A velocidade da internet diminui sensivelmente quando todos os netbooks são ligados. Nessa hora, é preciso ter muita paciência. Enquanto os alunos esperam, o professor aproveita para relembrar o último tema abordado.

Para a coordenadora pedagógica da escola, Carla Aida, a principal vantagem da Educopédia é oferecer um conteúdo interativo que pode ser adaptado às necessidades de cada classe. "Quando as coisas são impostas, cria-se muita resistência. O fato de não ser obrigatório agrada a alunos e professores, e todo mundo se apropria da ferramenta", avalia.

Os alunos também podem acessar todo o conteúdo da plataforma em casa. A estudante Gabrielle Xavier Fernandes, de 15 anos, costuma fazer alguns dos exercícios na companhia do irmão mais velho, que também usa a ferramenta. "Quando estou com dúvida em alguma matéria, ele me ajuda usando a Educopédia", conta.

Para o professor Lindomar Araújo, trata-se de "uma plataforma para dar autonomia para o aluno, para vencer aquela barreira delimitada pelo quadrado da sala de aula".

Piloto. A escola é uma das 19 integrantes do projeto Ginásio Experimental Carioca (GEC), da Secretaria Municipal de Educação, onde os estudantes acompanham as aulas em período integral e os professores são polivalentes, ensinando mais de uma disciplina e com um trabalho em regime de dedicação exclusiva.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

RJ Pais de alunos da rede pública já podem ver boletins pela internet

G1:
Boletim Online é lançado pela Secretaria estadual de Educação.
Rede Municipal vai ter aulas-digitais na internet no site Educopédia.

Neste mundo conectado, é comum ver uma criança, um adolescente, ensinar aos pais a utilizar a internet: acessar sites, mandar e-mails, baixar músicas. Mas é possível que, agora, muitos estudantes da rede estadual do Rio não queiram explicar aos pais como acessar o Boletim Online. Pelo menos aqueles alunos que receberem notas baixas.

O Boletim Online já está disponível no site da Secretaria estadual de Educação. Os pais só precisam colocar a matrícula e a data de nascimento do aluno, além de digitar uma senha fornecida pelo site.

Rosana Farias tem um filho matriculado na rede estadual, cursando o 2º Ano do Ensino Médio. “Eu já acessei o boletim na minha casa. A vida moderna nem sempre permite que o pai ou a mãe vá à escola. Mas agora podemos ver as notas de casa”, elogiou Rosana.

Além da nota individual, ainda é possível ver a média da turma e, assim, verificar como está o estudante em relação ao restante da classe. Segundo a secretaria, os pais ou alunos que quiserem reclamar de alguma nota devem enviar um e-mail para conexão@educacao.rj.gov.br.

De acordo com a secretaria, o serviço abrange 80% das escolas da rede estadual de ensino: ou seja, 1.150 dos 1.437 colégios estaduais. A secretaria não deu previsão de quando as outras 287 escolas vão ter acesso ao boletim na internet.

Já as escolas municipais do Rio dispõem do Boletim Escolar Online desde novembro de 2009, que pode ser acessado no site da Secretaria municipal de Educação. Nele, os pais podem verificar as notas dos alunos do 1° ao 9° ano.

Rede municipal vai ter aulas na internet
Além do Boletim Online, a rede municipal de ensino vai inaugurar, a partir de agosto, um outro serviço na internet: o site Educopédia. Através dele, os alunos do Ensino Fundamental vão contar com aulas digitais de reforço escolar. A princípio, apenas as disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa vão estar disponíveis. Mas a ideia é, na sequência, acrescentar outras matérias, como Ciência, História e Geografia.

As aulas digitais vão ser autoexplicativas, e vão contar com vídeos, animações, textos, podcasts, quiz e jogos. Os temas das aulas vão ser os mesmos das orientações curriculares seguidas pelos professores.

O conteúdo do Educopédia vai ser elaborado pelos próprios professores da rede municipal, que vão ser selecionados e capacitados por uma equipe da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Cada professor aprovado para realizar o Educopédia vai receber uma bolsa mensal de R$ 900.

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