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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Enciclopédia Britânica oferece conteúdo ao ensino fundamental

Estudantes do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas de todo o país, podem acessar o conteúdo da Britannica Escola Online, ferramenta desenvolvida pela Enciclopédia Britannica, empresa que criou a mais antiga enciclopédia ainda publicada. A ferramenta, que reúne verbetes da enciclopédia, dicionário e atividades de ensino, está disponível no Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O conteúdo pode ser acessado em computadores localizados nas dependências das escolas públicas. Mais de 27 milhões de alunos poderão utilizar os recursos do portal, conforme dados do Censo Escolar 2010, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ao acessar a interface da Britannica Escola Online, alunos e professores poderão utilizar durante o processo de aprendizado ferramentas de ensino e recursos multimídia disponíveis no Portal, como artigos de enciclopédia, imagens e vídeos, um atlas do mundo que incorpora a tecnologia do Google Maps, biografias, notícias diárias voltadas para as crianças, recursos interativos de geografia, jogos interativos, entre outros.

Os professores podem criar planos de aula de forma eficiente e eficaz pela utilização da busca por assunto. Também terão acesso aos recursos do Portal do Professor. “Já os alunos deverão ser capazes de pesquisar de forma mais eficaz e aprimorar as habilidades adquiridas em sala de aula”, explica Adriana Rodrigues, gerente de desenvolvimento de negócios da Encyclopædia Britannica para o Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia.

Educação básica – Com a assinatura da Britannica Escola Online e a oferta do conteúdo a alunos da rede pública, o Portal de Periódicos passa a atuar também no processo de formação e qualificação de professores da educação básica. Essa missão foi assumida pela Capes em 2008. A fundação, que sempre atuou no fomento e avaliação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), passou a atuar também no desenvolvimento de programas e ações voltados à educação presencial e a distância de professores do ensino fundamental e médio. (Assessoria de Comunicação da Capes)

Acesse a Britannica Escola Online

Acesse o Portal de Periódicos
Palavras-chave: Educação básica, Portal de Periódicos, Capes
 
MEC

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Recursos educacionais abertos tornam a aprendizagem colaborativa uma realidade

por Andressa Rovani
Instituto Claro
Inspirado no movimento do software livre e com a intenção de utilizar todo o potencial informacional e colaborativo da internet, surgiu em 2007 um movimento que defende a produção de recursos educacionais abertos (REA). No Brasil, a iniciativa ganhou forma no ano seguinte e de lá para cá tem se reproduzido em diversos formatos.

Os conteúdos disponibilizados na web vão de planos de aulas a tutoriais de experimentos científicos, e até mesmo estratégias pedagógicas usadas em outros Estados ou países ficam à disposição de docentes em diversos sites brasileiros e estrangeiros. “É um material produzido e utilizado para educação, publicado na internet, com formato e licença livres, e que permite reutilização”, reforça Bianca Santana, coordenadora do projeto REA-Brasil, o qual integra o portfólio de ações da comunidade REA.

Uma dessas iniciativas brasileiras surgiu quase por acaso, no Paraná. Ao desenvolver um programa de educação continuada para professores da rede pública e incentivar pesquisas sobre metodologias de ensino, o governo local recebeu como resposta um repertório didático inestimável: a produção de "papers" onde os professores revelam como ensinam seus alunos, a forma como inserem a cultura local no contexto da aprendizagem e como eles personalizam seu ato de educar. O programa deu origem ao site Livro Didático Público, que reúne esse vasto material oriundo da produção dos docentes.

Outro exemplo, também de iniciativa governamental, é o Banco Internacional de Objetos Educacionais, criado em 2008 pelo Ministério da Educação. O repositório possui mais de 11 mil objetos, entre vídeos, áudios, textos, apresentações e programas. “A ideia é organizar dentro de uma estrutura curricular o conteúdo disponível em todas as áreas do conhecimento”, diz Carmem Lúcia Prata, coordenadora do banco.

Uma das vantagens do banco, que é abastecido com materiais de acesso público do mundo todo, é o fato de que equipes formadas por estudantes de licenciatura avaliam o material coletado para evitar erros graves e o disponibilizam de forma organizada. “Isso economiza tempo do professor porque ele não precisa avaliar se o conteúdo está certo ou errado”, diz Carmem. Hoje, só docentes podem ceder material, mas a instituição trabalha para que, em breve, qualquer pessoa possa contribuir com recursos educativos 

Para estimular o compartilhamento de informações entre educadores, o MEC criou o Portal do Professor, onde é possível publicar planos de aula e comentar as estratégias pedagógicas utilizadas por profissionais do país todo. O site tem hoje cerca de 180 mil educadores inscritos e 10 mil sugestões de aula do Brasil inteiro. “Esperamos que o professor possa gerar conteúdo, mas nosso maior interesse é que ele construa novas estratégias de ensino”, afirma Carmem.

No Portal do Professor ou no Banco Internacional, porém, nem todos os arquivos à disposição do visitante são arquivos-fonte, ou seja, somente parte deles pode sofrer modificações quando salvos no computador. Esse empecilho esbarra, segundo Bianca Santana, em um dos princípios dos recursos abertos, que determina que o conteúdo possa ser alterado de acordo com o interesse de quem faz uso dele. Um plano de aula, por exemplo, deve permitir obras derivadas: é preciso que outro professor possa alterar o conteúdo e adaptá-lo a sua realidade. “O remix [reúso] é essencial porque consegue preservar a autoria de cada um permitindo a autonomia do professor para que ele use o material como quiser”, explica.

Professor como autor

A ideia é que, aos poucos, o educador que busca os recursos abertos para enriquecer suas aulas também se torne um autor, assim como desejava Paulo Freire. “É um processo longo, não é só o conhecimento da tecnologia, mas uma mudança na prática educativa”, afirma Carmem.

Agora, em vez de seguir à risca o livro, o professor começa, aos poucos, a ser peça colaborativa na elaboração de materiais didáticos. Um caso nos Estados Unidos é inspirador: a editora Flat World Knowlege produz – e vende – livros didáticos. Em seu site, contudo, qualquer pessoa pode ler os livros produzidos por ela, de graça. Ao se deparar com o conteúdo, é possível definir a sequência de capítulos, que exercícios devem fazer parte do livro ou mesmo incluir outras anotações para seus alunos. A empresa lucra ao imprimir as obras da forma como o professor o escolheu. E as alterações sugeridas seguem para os autores, para que eles julguem se o que o professor mudou deve fazer parte de todas as edições, tornando-o coautor da publicação.

Cuidados antes de colocar conteúdo na rede

O conteúdo aberto e a licença livre são características dos recursos educacionais abertos, mas isso não significa que quem os produziu não possua direitos sobre o material. Existem licenças flexíveis que permitem – ao contrário do copyright – que nem todos os diretos estejam reservados ao autor.

Essa licença pode ser feita no site brasileiro da Creative Commons. Bastante didático, o portal informa como fazer e permite que a licença seja construída na hora, de acordo com os interesses do autor. Essa etapa é importante porque, pela lei brasileira do direto autoral, se não está claro que o material é um conteúdo aberto e livre, ele não pode ser usado, mesmo para fins educacionais e não comerciais.

Ao publicar material aberto na rede, é possível, por exemplo, restringir a comercialização do objeto ou exigir que o nome do autor seja citado, entre outras opções. “Isso dá mais poder ao educador, que define o que pode e o que não pode fazer com o material dele”, explica Bianca. “No ambiente colaborativo, as pessoas reconhecem a autoria e produzam em cima do que foi criado, pensando que é algo importante para o coletivo.”

Alguns sites de recursos abertos para uso na educação

sábado, 19 de junho de 2010

Portal do Professor - Evolução em dois anos ajuda no aperfeiçoamento profissional

Sexta-feira, 18 de junho de 2010 - 10:27
O Portal do Professor comemora nesta sexta-feira, 18, dois anos de criação e 3,5 milhões de acessos no período. São 20 mil acessos diários e mais de 450 mil mensais. Uma evolução de 68,65% desde a época de sua criação, em 18 de junho de 2008.

O Espaço da Aula é a ferramenta mais utilizada pelos professores. É feito para criar, visualizar e compartilhar aulas de todos os níveis de ensino. As aulas podem conter recursos multimídia, como vídeos, animações e áudios. Qualquer professor pode criar e colaborar com o conteúdo. Há quase 6 mil aulas elaboradas e publicadas por professores de todo o país.

Uilete de Mendonça, professora de ciências do Núcleo Educacional Infantil do Rio Grande do Norte, diz que usa o portal tanto para ver as ideias de aulas das outras professoras, como para criar aulas a partir da sua prática. “Nós, professores, precisamos estar sempre em busca do aperfeiçoamento, de formação e transformação. O portal tem sido para mim um espaço de ampliação dos meus conhecimentos. As aulas do portal são excelentes para a prática do professor”, declara.

As sugestões de aulas compartilhadas pelos professores têm sido objeto de estudo de muitos cursos, tanto de licenciatura quanto de formação continuada, como o Proinfo Integrado e o Mídias na Educação. Desenvolver e compartilhar novas práticas de aulas também tem sido uma ação incluída nesses cursos, como atividade para os alunos desenvolverem. “É comum vermos, no portal, muitas aulas publicadas por alunos de determinadas universidades ou escolas da educação básica, em função dessas ações”, afirma a coordenadora do portal, Carmem Prata.

A professora de educação física Edelvira Mastroianni acredita que o portal trouxe maior possibilidade de pesquisa e interação com outras áreas de conhecimento. Considera o espaço importante, pois dá oportunidade de agregação e enriquecimento ao ensino do país. Além disso, Edelvira já aderiu ao conteúdo e às sugestões da ferramenta para uso em sala de aula. 

Há mais de 120 mil professores inscritos no portal, interagindo nos fóruns ou elaborando sugestões de aulas. A ferramenta brasileira tem atraído professores de outros lugares. No total, 147 países costumam acessar o site, entre eles, Portugal, Estados Unidos, Argentina e França.

Assessoria de Imprensa da Seed

Saiba mais sobre o
Portal do Professor.
 
MEC 

sábado, 29 de agosto de 2009

Portal do Professor

O Portal do Professor é um espaço para troca de experiências entre professores do ensino fundamental e médio. É um ambiente virtual com recursos educacionais que facilitam e dinamizam o trabalho dos professores.
O conteúdo do portal inclui sugestões de aulas de acordo com o currículo de cada disciplina e recursos como vídeos, fotos, mapas, áudio e textos. Nele, o professor poderá preparar a aula, ficará informado sobre os cursos de capacitação oferecidos em municípios e estados e na área federal e sobre a legislação específica.
MEC

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