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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Nem todos os arquivos que prejudicam seu PC são vírus

Quem usa um computador — ainda mais com acesso à internet — ouve diariamente as palavras vírus, trojan, spyware, adware e, de vez em quando, a palavra malware. É comum pensarmos que, de uma maneira geral, todos são vírus e perigosos para o computador. Em parte, esta afirmação é verdadeira: de fato, todos eles podem nos prejudicar de alguma maneira. No entanto, eles não são todos vírus, nem iguais. Eles são todos malwares, isso sim.

Malware
Malware é a combinação das palavras inglesas malicious e software, ou seja, programas maliciosos. São programas feitos para diferentes propósitos: apenas infiltrar um computador ou sistema, causar danos e apagar dados, roubar informações, divulgar serviços, etc.
 
Os malwares se dividem em muitas categorias Essas categorias incluem vírus, worms, trojans, spywares e outros menos conhecidos. Vejamos cada uma delas.

Vírus
Os vírus são os programas mais utilizados para causar danos e roubar informações. Os vírus se diferenciam dos outros malwares por sua capacidade de infectar um sistema, fazer cópias de si mesmo e tentar se espalhar para outros computadores, da mesma maneira que um vírus biológico faz.
 
Vírus são comuns em arquivos anexados a mensagens de email. Isso acontece porque quase sempre é necessário que um vírus seja acionado através de uma ação do usuário. Um dos vírus mais perigosos já registrados foi o “ILOVEYOU”, uma carta de amor que se espalhou por email e é considerada responsável pela perda de mais de cinco bilhões de dólares em diversas empresas.

Worms
Um worm (verme, em inglês) de computador é um programa malicioso que se utiliza de uma rede para se espalhar por vários computadores, sem que nenhum usuário interfira neste processo (aí está a diferença entre vírus e worm).Os worms são perigosos, pois podem ser disparados, aplicados e espalhados em um processo totalmente automático e não é necessário que sejam anexados a nenhum arquivo para isso.
 
Trojan
Trojan, forma abreviada de Trojan Horse (cavalo de tróia, em português), é um conjunto de funções desenvolvidas para executar ações indesejadas e escondidas. Pode ser, por exemplo, um arquivo que você baixou como um protetor de telas, mas, depois da instalação, diversos outros programas ou comandos também foram executados. Isso significa que nem todo trojan prejudica um computador, pois, em alguns casos, ele apenas instala componentes dos quais não temos conhecimento, forçadamente. Daí a relação com o cavalo de tróia, historicamente falando. Você recebe um conteúdo que acha ser uma coisa, mas ele se desenrola em outras coisas que você não esperava, ou não foi alertado.
 
Spywares
Spy, em inglês, significa espião, e foi com essa característica que os spywares surgiram. No começo, os spywares monitoravam remotamente páginas visitadas e outros hábitos de navegação de um usuário, e enviavam tais informações para o computador que os originou. Os spywares eram utilizados, por exemplo, por empresas que desejavam conhecer os hábitos de navegação das pessoas, visando adequar sua área de propaganda e marketing.
 
Porém, com o tempo, os spywares também foram utilizados para roubo de informações pessoais (como logins e senhas) e também para a modificação de configurações do computador (como a página home do seu navegador). Hoje, os spywares ganharam atenção especial de diversas empresas que desenvolveram programas específicos para acabar com este tipo de malware.
 
Fontes

Portal Acessa Escola

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Guia de Ameaças: por dentro do cavalo de troia

Neste exato momento, seu computador pode estar sendo infectado com uma das pragas virtuais mais populares da web: o cavalo de troia (ou trojan horse). O nome é bem apropriado, uma vez que a ameaça vem disfarçada de link ou arquivo que promete uma série de coisas legais. É o autêntico “presente de grego”. Sua função é invadir o computador das vítimas e recolher informações como senhas, nomes, dados bancários, números de cartão de crédito e afins. Esses dados são, em seguida, enviados pela rede até os famigerados criminosos virtuais, que montam pacotes e os vendem na internet. Saiba como funciona a ameaça e como evitá-la.
Como funciona a ameaça?
A forma mais comum de “contrair” um cavalo de troia é por spam. Essas mensagens indesejadas trazem links e arquivos anexados que podem conter todo o tipo de ameaça. Links suspeitos em redes sociais também colaboram para a disseminação de tais códigos maliciosos. Basta acessar um site contaminado para que a máquina seja comprometida. A maioria dos ataques é dirigida aos usuários do sistema operacional Windows, mas existem riscos para proprietários de Macs rodando o sistema da Apple, o Mac OS.
Como ela age no computador?
Quando acessado, o cavalo de troia se instala na máquina e passa a monitorar todas as suas ações. Existem milhares de variantes, algumas com funções diferentes ou criadas para agir quando o usuário acessa um programa específico, como games on-line, por exemplo, situação propícia para o roubo de nome e senha. O formato mais comum copia senhas de redes sociais e endereços de e-mail. No Brasil, o tipo mais popular de trojan é especializado no roubo de dados bancários e números de cartão de crédito. Ele detecta o que foi digitado no teclado e cria um arquivo, que será enviado para um servidor ou para as máquinas dos criminosos. Geralmente, o receptor não utiliza essas informações. Ele simplesmente monta pacotes e os vende para as pessoas que vão elaborar as fraudes. Em alguns casos, os trojans servem de porta de entrada para ataques mais elaborados, permitindo a instalação de programas sem a autorização do usuário.
Como evitar a “contaminação”?
O primeiro passo é instalar uma solução de segurança para detectar ameaças. Para uma navegação segura, a melhor opção é adotar uma postura proativa. Apague e-mails de fontes desconhecidas, não clique em links suspeitos (confira sempre a URL), evite abrir anexos não solicitados e sempre questione links enviados por amigos em redes sociais ou sistema de mensagens instantâneas (como o MSN).
Os criminosos abusam da “engenharia social”, também conhecida como “arte de enganar”. Por isso, desconfie de mensagens que falam sobre prêmios, promoções ou mesmo e-mails apaixonados de pessoas estranhas. Cuidado especial com e-mails com o título: “Vou contar para sua esposa”.

Como limpar a máquina?

Se você não tem um antivírus instalado, essa é a hora de colocar um na sua máquina. As versões pagas recebem mais atualizações por dia, e por isso são mais seguras. Isso não quer dizer que as gratuitas não são boas. Elas podem protegê-lo das ameaças mais comuns e são uma ótima forma de defender o seu “perímetro” virtual. Na dúvida, instale sempre duas opções.
Não se esqueça de colocar um firewall no PC também. Esses programas bloqueiam programas e conexões suspeitas antes que elas possam causar algum estrago. Algumas vezes, eles bloqueiam serviços legítimos que devem ser aprovados por você, mas esse é o preço de uma vida mais segura.

(Por James Della Valle)
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sábado, 15 de agosto de 2009

O que é um vírus de computador?

É um programa feito para causar danos a outros usuários. E não há como preveni-los 100%

Renata Costa (novaescola@atleitor.com.br)

O nome é o mesmo dos agentes causadores de doenças infecciosas, os vírus. No caso do computador, no entanto, esse organismo não é biológico e sim eletrônico. "Vírus nada mais são do que pequenos programas desenvolvidos com o objetivo de causar algum dano ao usuário do computador”, explica João Eduardo Vieira, professor de Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Carapicuíba (SP).

Por que alguém lança um vírus pela internet é uma das questões importantes. Pode ser simplesmente uma brincadeira sem-graça para apagar arquivos e alterar o sistema operacional do usuário infectado ou roubar informações sigilosas. João Eduardo explica que o tipo de vírus mais comum é o chamado “trojan bancário”, feito para pegar dos computadores alheios informações de contas bancárias e de cartões de crédito. Por isso é importante sempre fazer operações ou compras online em sites com certificado de segurança. Os que têm essa proteção a indicam, normalmente, no fim da página.

Há muitos tipos de vírus, os mais conhecidos são os simples, que infectam programas e arquivos e são normalmente ativados quando o usuário clica em algum link de internet ou programa executável (aqueles de terminação .exe).

Outro tipo é o cavalo de troia, também conhecido como trojan (trojan horse), que parece ser um programa útil, um jogo, por exemplo, mas que na verdade é usado para roubar senhas. O terceiro tipo bastante conhecido é o worm, mais prejudicial que os outros vírus, pois consegue se multiplicar sozinho e ampliar a infecção para outros computadores via internet.

Em qualquer caso, o principal responsável pela contaminação da máquina é o usuário. “Normalmente ele clica em links que vêm de e-mails recebidos de desconhecidos. Claro que pode haver também a autoexecução do vírus, mas ela é muito mais rara”, diz João Eduardo. Nesse último caso, o vírus está em alguns sites e, quando o internauta entra na página e tenta ver um vídeo ou baixar algum programa, o vírus vai junto.

Quem desenvolve esses vírus são pessoas com grande conhecimento em programação e em sistema operacional de computadores. E, por incrível que pareça, existe um comércio de vírus pela internet, principalmente aqueles para roubo de senha de banco e cartões. “Todos os dias aparecem cerca de 1.400 novos vírus e as empresas mal dão conta de produzir antídotos para todos”, explica.

É, portanto, uma batalha difícil de ser vencida, já que todos os dias há novidades em vírus. Por isso, João Eduardo afirma que não há 100% de segurança digital. O melhor é prevenir, trocando sempre as senhas de e-mail e de sites bancários, e atualizar o antivírus.



REVISTA NOVA ESCOLA
Fundamentos de Ciência - Agosto/2009

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